Frontpage Slideshow (version 2.0.0) - Copyright © 2006-2008 by JoomlaWorks
GRANDES OBRAS DA LITERATURA UNIVERSAL

185

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SEMINÁRIO PERMANENTE

GRANDES OBRAS DA LITERATURA UNIVERSAL

A U D I T Ó R I O   D O   C E N T R O   C U L T U R A L   D E   C A S C A I S

 

De Homero à Bíblia, desde as suas origens mais remotas, a cultura ocidental é marcada pela presença do texto. Foram assim muitas as obras que resistiram à passagem do tempo e que deram corpo a um cânone ao qual amiúde nos referimos como "clássicos". É sobre essas Grandes Obras da Cultura Ocidental que a Cátedra Cascais Interartes concebeu um ciclo-seminário permanente para o qual convidou reputados especialistas que nos irão ajudar a compreender melhor a razão pelas quais determinados textos conseguiram integrar o nosso tecido cultural comum.

Tendo-se iniciado em setembro de 2020, o ciclo decorrerá, até final do próximo ano, com uma periodicidade mensal, com exceção dos meses de julho e agosto, sempre ao sábado, pelas 17h, no Auditório do Centro Cultural de Cascais. Disponibilizamos agora o programa entre janeiro e junho de 2021. Brevemente será divulgado o restante programa, a decorrer nos dias 11 de setembro, 2 de outubro, 13 de novembro e 11 de dezembro de 2021. As sessões serão transmitidas em direto via stream, ficando disponíveis nas plataformas digitais da Fundação D. Luís I.

 

 

  

 

 12 de setembro - 17h 

Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa,
por Clara Rowland

 

Sobre a modernidade dessa obra clássica da Literatura Universal que é Grande Sertão: Veredas, escreveu Clara Rowland: "No meio do romance Grande Sertão: Veredas, abrindo a sequência central, encontramos aquela que é talvez a interrupção crítica mais explícita de toda a obra de Guimarães Rosa: a narração suspende-se para se comentar, solicitando a sua estrutura e ameaçando dissolvê-la, e o meio faz-se mapa do livro, ponto de suspensão e articulação entre partes."

Clara Rowland é Professora Associada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Entre 2003 e 2016 foi docente da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde dirigiu o Mestrado e o Programa Internacional de Doutoramento FCT em Estudos Comparatistas e foi responsável pela criação e primeira direção do Mestrado em Estudos Brasileiros (FL-UL e ICS-UL). As suas publicações na área dos Estudos Brasileiros incluem ensaios sobre Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Bernardo Carvalho e Carlos Drummond de Andrade, entre outros. O seu livro A Forma do Meio. Livro e Narração na obra de João Guimarães Rosa foi publicado em 2011 pela editora da Unicamp (Brasil).

 

 

 

 

 10 de outubro, 17h 
Os Lusíadas, de Luís de Camões,
por João Figueiredo

 

"Depois de muitos anos em que o poema épico de Camões foi lido com o epítome do Renascimento literário português, a tradição exegética de Os Lusíadas passou a ser dominada pela invocação de outra categoria estética e periodológica – o Maneirismo – e da disposição que supostamente a define, a melancolia." [João Figueiredo, "Os desencontros épicos de Os Lusíadas: a comédia dos deuses e a viagem do Gama"]

João Figueiredo é diretor do Programa de Doutoramento em Teoria da Literatura da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Autor de A Autocomplacência da Mimese (2003) e de vários ensaios sobre Camões está neste momento a preparar uma edição comentada de Os Lusíadas.

 

 

 

 

 9 de Janeiro - 17h 

Divina Comédia, de Dante

por Jorge Vaz de Carvalho 

 

Jorge Vaz de Carvalho é doutorado em Estudos de Cultura pela Universidade Católica Portuguesa. O seu trabalho literário inclui obras de poesia, conto, ensaio (destacando-se a sua produção sobre Jorge de Sena) e tradução (entre outras obras, Ciência Nova, de Giambattista Vico, Canções de Inocência e de Experiência, de William Blake, Vida Nova e Divina Comédia, de Dante Alighieri; Ulysses, de James Joyce). É docente da Universidade Católica Portuguesa.

A [Divina] Comédia é um triunfo, e por isso presumivelmente deve ser a instância suprema da poesia religiosa. É certamente o exemplo supremo de um poema totalmente pessoal que persuade muitos dos seus leitores a acreditar que estão a encontrar a derradeira verdade. [Harold Bloom]

 

 755755 Grandes Obras 6

 

 6 de Fevereiro - 17h    

Os Maias, de Eça de Queirós

por Isabel Pires de Lima

 

 Clique aqui e visualize em direto no canal YOUTUBE FDL 

 Clique aqui participar na Seminário via ZOOM 

ID: 963 6896 9079  | Senha de acesso: 120706

 

 

Isabel Pires de Lima é doutorada em Literatura Portuguesa pela Faculdade de Letras do Porto com uma tese intitulada As Máscaras do Desengano - Para uma abordagem sociológica de "Os Maias" de Eça de Queirós. Autora de extensa obra ensaística, afirmou-se como uma especialista incontornável da obra de Eça. Comissariou a exposição Os Maias: a "vasta máquina" onde Eça despejou o saco todo" [Fundação Calouste Gulbenkian]. É Professora Emérita da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, instituição à qual consagrou toda uma vida dedicada ao ensino.

Quem nunca leu Os Maias não sabe o que perde! Antes de mais, não sabe que perde o privilégio de usufruir de uma das obras de arte maiores da cultura portuguesa e, em consequência, não conhece uma peça angular do património cultural português. Porque é disso que se trata: uma obra do nosso património, de importância idêntica ao Palácio da Pena em Sintra, ao Teatro Nacional D. Maria II em Lisboa, à ponte D. Luís I e ao Palácio das Carrancas ... no Porto, aos quadros de Malhoa ou Columbano, às obras de Bordalo Pinheiro, para referir apenas alguns exemplos maiores de património do séc. XIX. [Isabel Pires de Lima]

 

 755 Grandes Obras 7

 

 13 de Março - 17h     

Peregrinação, de Fernão Mendes Pinto

por Isabel Almeida

 

Isabel Almeida é doutorada em Literatura Portuguesa pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa com uma tese intitulada Livros de Cavalarias em Portugal, do Renascimento ao Maneirismo. A sua extensa produção ensaística tem abordado, preferencialmente, os séculos XVI e XVII, ressaltando as suas reflexões sobre Camões, Vieira, Garcia de Resende, ou Baltasar Gracián e Manuel de Faria e Sousa como leitores de Camões. É actualmente professora associada da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Peregrinação é um texto misterioso. Quem o escreveu, com que preparação, com que meios? Sabemos pouco acerca de Fernão Mendes Pinto, e esse pouco só torna mais impressionante a força dramática conseguida na sua narrativa, tão diferente de outras que do mesmo mundo trataram, tão viva quando dela nos aproximamos. [Isabel Almeida]

 

 755 Grandes Obras 8

 

 10 de Abril - 17h 

A Montanha Mágica, de Thomas Mann

por António Sousa Ribeiro

 

António Sousa Ribeiro é doutorado em Literatura Alemã pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Tem publicado extensamente sobre temas de literatura de expressão alemã (com especial incidência em Karl Kraus e na modernidade vienense), literatura comparada, teoria literária, estudos culturais, estudos pós-coloniais e sociologia da cultura. Autor da recente tradução de A Montanha Mágica, é actualmente professor catedrático aposentado do Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas (Estudos Germanísticos) da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Entre muitos outros aspectos, A Montanha Mágica constitui um adeus definitivo, não sem matizes satíricos, à Alemanha Guilhermina e, pode bem dizer-se, também à Europa de antes da guerra, que o romance procura encapsular simbolicamente no microcosmos do sanatório Berghof, o espaço fictício da diegese. [António Sousa Ribeiro]

 

755 Grandes Obras 9

 

 8 de Maio - 17h 

Moby-Dick, or The Whale, de Herman Melville

por Mário Avelar

 

Mário Avelar é doutorado em Literatura Americana pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. A sua obra ensaística versa essencialmente a literatura americana e a literatura inglesa, os estudos interartes e os estudos fílmicos, sendo uma das suas produções mais recentes Poesia e Artes Visuais, confessionalismo e écfrase [Imprensa Nacional]. Traduziu poemas de Herman Melville, publicados sob a chancela da Assírio & Alvim. Director da Cátedra Cascais Inteartes, é actualmente professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Call me Ishmael. Eis a celebrada declaração, inúmera vezes evocada, com a qual se inicia o primeiro capítulo de Moby-Dick. Através dela abre-se um espaço de diálogo com o leitor e uma filiação na tradição judaico-cristã. E Ishmael não trairá a expectativa criada por essa filiação, ao percorrer o espaço no Pequod, e o tempo, mergulhando bem fundo na memória daquela tradição fundadora da cultura ocidental. [Mário Avelar]

 

755 Grandes Obras 10

 

 5 de Junho - 17h 

D. Quixote, de Miguel de Cervantes

por Antonio Sáez-Delgado

 

Antonio Sáez-Delgado é doutorado em Filologia Hispânica pela Universidade de Extremadura. A sua produção ensaística centra-se, em particular, na Literatura comparada e no Modernismo, instante este que tem investigado atribuindo particular ênfase às relações entre Portugal e Espanha, e em autores como Fernando Pessoa. Recebeu o Prémio Giovanni Pontiero de Tradução, e o Prémio Eduardo Lourenço. É actualmente professor associado do Departamento de Linguística e Literatura da Universidade de Évora.

Dom Quixote, obra de Miguel de Cervantes, para além de ser o clássico incontornável da literatura espanhola e o segundo livro mais traduzido da história, tem chegado aos nossos dias sendo fonte de inspiração para numerosos escritores espanhóis dos séculos XX e XXI. De Miguel de Unamuno a Ortega y Gasset, de Azorín a León Felipe, de Fernando Savater a Andrés Trapiello, as aventuras de Dom Quixote e Sancho Pança iniciaram um diálogo ainda vivo, local e universal, espanhol e cosmopolita.[Antonio Sáez-Delgado]

 

 

755 Grandes Obras3 copy

 

 A D I A D A 
Ulysses, de James Joyce,
por António M. Feijó

 

"A arte de James Joyce, como a de Mallarmé, é a arte fixada no processo de fabrico, no caminho. A mesma sensualidade de Ulysses é um symptoma de intermedio. É o delírio onírico, dos psychiatras, exposto como fim. [...] Uma litteratura de antemanhã." [Fernando Pessoa, citado por António M. Feijó em Uma admiração pastoril pelo Diabo (Pessoa e Pascoaes)]

Membro do Conselho Científico da Cátedra Cascais Interartes, Pró-Reitor da Universidade de Lisboa, Administrador não Executivo da Fundação Calouste Gulbenkian e Presidente do Conselho Geral Independente da RTP, António M. Feijó é Professor Catedrático do Departamento de Estudos Anglísticos e do Programa em Teoria da Literatura, da Faculdade de Letras daquela Universidade. A sua atividade de ensino e investigação tem incidido em domínios como a Teoria da Literatura, a literatura do Renascimento inglês, a literatura Norte-Americana Moderna, e o Modernismo europeu e norte-americano. Uma admiração pastoril pelo Diabo (Pessoa e Pascoaes) [Imprensa Nacional] é uma das suas obras mais recentes.

 

 

755 Grandes Obras4 copy

 

 A D I A D A 
Lazarillo de Tormes, de autor anónimo,
por Pedro Ferré

 

"A genealogia do herói pícaro é sempre uma anti genealogia. A sua presença neste género é um dos elementos constitutivos da essência pícara e, de certa forma, uma resposta às heroicas prosápias dos cavaleiros andantes que abundavam na literatura coeva. ... com o Lazarillo dá-se foros de cidadania a um novo tipo de personagem que de forma inequívoca se assumirá como um anti-herói. Claro está que não chegara ainda o tempo de Cervantes, mas sem estes intermediários provavelmente nunca teríamos alcançado, através do par Quixote – Sancho, a grande síntese do herói anterior ao Romantismo."
Pere Ferré, "Teatro e picaresca. Reflexões a partir da Comedia del Viudo"

Membro do Conselho Científico da Cátedra Cascais Interartes e Professor Catedrático da Universidade do Algarve, Pedro Ferré tem dedicado a sua atividade científica ao romanceiro da tradição oral moderna, ao romanceiro antigo e à literatura espanhola e portuguesa. Desenvolve investigação em centros estrangeiros como o Instituto Seminario Menéndez Pidal (Universidad Complutense de Madrid), tendo editado, entre outras obras, a primeira descrição de um corpus baladístico nacional (Bibliografia do Romanceiro Português da Tradição Oral Moderna, Madrid, 2000), bem como os primeiros quatro volumes do Romanceiro Português da Tradição Oral Moderna.

 

 

 

 

 

Agenda

<<  Fevereiro 2021  >>
 Se  Te  Qu  Qu  Se  Sá  Do 
  1  2  3  4  5  6  7
  8  91011121314
15161718192021
22232425262728