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SEMINRIO PERMANENTE

GRANDES OBRAS DA LITERATURA UNIVERSAL

A U D I T R I O   D O   C E N T R O   C U L T U R A L   D E   C A S C A I S

 

De Homero Bblia, desde as suas origens mais remotas, a cultura ocidental marcada pela presena do texto. Foram assim muitas as obras que resistiram passagem do tempo e que deram corpo a um cnone ao qual amide nos referimos como "clssicos". sobre essas Grandes Obras da Cultura Ocidental que a Ctedra Cascais Interartes concebeu um ciclo-seminrio permanente para o qual convidou reputados especialistas que nos iro ajudar a compreender melhor a razo pelas quais determinados textos conseguiram integrar o nosso tecido cultural comum.

A decorrer entre 12 de setembro de 2020 e 5 de junho de 2021, o ciclo ter uma periodicidade mensal, sempre ao sbado, pelas 17h, no Auditrio do Centro Cultural de Cascais. Disponibilizamos agora o programa at final de 2020. Brevemente ser divulgado o restante programa a decorrer nos dias 9 de janeiro, 6 de fevereiro, 13 de maro, 10 de abril, 8 de maio e 5 de junho de 2021. As sesses sero transmitidas em direto via stream.

 

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 10 de outubro, 17h 
Os Lusadas, de Lus de Cames,
por Joo Figueiredo

 

"Depois de muitos anos em que o poema pico de Cames foi lido com o eptome do Renascimento literrio portugus, a tradio exegtica de Os Lusadas passou a ser dominada pela invocao de outra categoria esttica e periodolgica o Maneirismo e da disposio que supostamente a define, a melancolia." [Joo Figueiredo, "Os desencontros picos de Os Lusadas: a comdia dos deuses e a viagem do Gama"]

Joo Figueiredo diretor do Programa de Doutoramento em Teoria da Literatura da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Autor de A Autocomplacncia da Mimese (2003) e de vrios ensaios sobre Cames est neste momento a preparar uma edio comentada de Os Lusadas.

 

 

 

 

 12 de setembro - 17h 
Grande Serto: Veredas, de Guimares Rosa,
por Clara Rowland

 

Sobre a modernidade dessa obra clssica da Literatura Universal que Grande Serto: Veredas, escreveu Clara Rowland: "No meio do romance Grande Serto: Veredas, abrindo a sequncia central, encontramos aquela que talvez a interrupo crtica mais explcita de toda a obra de Guimares Rosa: a narrao suspende-se para se comentar, solicitando a sua estrutura e ameaando dissolv-la, e o meio faz-se mapa do livro, ponto de suspenso e articulao entre partes."

Clara Rowland Professora Associada da Faculdade de Cincias Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Entre 2003 e 2016 foi docente da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde dirigiu o Mestrado e o Programa Internacional de Doutoramento FCT em Estudos Comparatistas e foi responsvel pela criao e primeira direo do Mestrado em Estudos Brasileiros (FL-UL e ICS-UL). As suas publicaes na rea dos Estudos Brasileiros incluem ensaios sobre Guimares Rosa, Clarice Lispector, Bernardo Carvalho e Carlos Drummond de Andrade, entre outros. O seu livro A Forma do Meio. Livro e Narrao na obra de Joo Guimares Rosa foi publicado em 2011 pela editora da Unicamp (Brasil).

 

 

 

 

 

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 14 de novembro, 17h 
Ulysses, de James Joyce,
por Antnio M. Feij

 

"A arte de James Joyce, como a de Mallarm, a arte fixada no processo de fabrico, no caminho. A mesma sensualidade de Ulysses um symptoma de intermedio. o delrio onrico, dos psychiatras, exposto como fim. [...] Uma litteratura de antemanh." [Fernando Pessoa, citado por Antnio M. Feij em Uma admirao pastoril pelo Diabo (Pessoa e Pascoaes)]

Membro do Conselho Cientfico da Ctedra Cascais Interartes, Pr-Reitor da Universidade de Lisboa, Administrador no Executivo da Fundao Calouste Gulbenkian e Presidente do Conselho Geral Independente da RTP, Antnio M. Feij Professor Catedrtico do Departamento de Estudos Anglsticos e do Programa em Teoria da Literatura, da Faculdade de Letras daquela Universidade. A sua atividade de ensino e investigao tem incidido em domnios como a Teoria da Literatura, a literatura do Renascimento ingls, a literatura Norte-Americana Moderna, e o Modernismo europeu e norte-americano. Uma admirao pastoril pelo Diabo (Pessoa e Pascoaes) [Imprensa Nacional] uma das suas obras mais recentes.

 

 

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 12 de dezembro, 17h 
Lazarillo de Tormes, de autor annimo,
por Pedro Ferr

 

"A genealogia do heri pcaro sempre uma anti genealogia. A sua presena neste gnero um dos elementos constitutivos da essncia pcara e, de certa forma, uma resposta s heroicas prospias dos cavaleiros andantes que abundavam na literatura coeva. ... com o Lazarillo d-se foros de cidadania a um novo tipo de personagem que de forma inequvoca se assumir como um anti-heri. Claro est que no chegara ainda o tempo de Cervantes, mas sem estes intermedirios provavelmente nunca teramos alcanado, atravs do par Quixote Sancho, a grande sntese do heri anterior ao Romantismo."
Pere Ferr, "Teatro e picaresca. Reflexes a partir da Comedia del Viudo"

Membro do Conselho Cientfico da Ctedra Cascais Interartes e Professor Catedrtico da Universidade do Algarve, Pedro Ferr tem dedicado a sua atividade cientfica ao romanceiro da tradio oral moderna, ao romanceiro antigo e literatura espanhola e portuguesa. Desenvolve investigao em centros estrangeiros como o Instituto Seminario Menndez Pidal (Universidad Complutense de Madrid), tendo editado, entre outras obras, a primeira descrio de um corpus baladstico nacional (Bibliografia do Romanceiro Portugus da Tradio Oral Moderna, Madrid, 2000), bem como os primeiros quatro volumes do Romanceiro Portugus da Tradio Oral Moderna.

 

 

 

 

 

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