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755 Stanley Ho

 

Depois da morte da Professora Doutora Maria de Sousa, a Fundação D. Luís I perdeu mais dois amigos: o Dr. Stanley Ho e a Maria João Afonso. Sabíamos dos problemas de saúde que desde há bastante tempo condicionavam a vida do nosso fundador (participante a título individual e empresarial, neste caso através da Sociedade Estoril-Sol, no capital inicial da Fundação), de modo que a triste notícia não foi realmente uma surpresa. Aproveitamos para endereçar à família do Dr. Stanley Ho, na pessoa do sobrinho, Engenheiro António Vieira Coelho, também membro do Conselho da Fundação, as nossas sentidas condolências, solicitando-lhe ainda que, em meu nome e no do Conselho Directivo, as faça chegar aos restantes familiares, em especial à filha, Dra. Pansy Ho, que mantém com Cascais o mesmo tipo de relações que o progenitor.


Da Maria João Afonso, as notícias tristes chegaram há pouco tempo e, apesar de tudo, traziam uma réstia de esperança: uma intervenção cirúrgica, ainda que complexa, poderia obviar à grave situação que a afligia. Infelizmente, não foi assim, e perdemos uma pessoa frontal, inteligente, culta, com quem pudemos concordar e discordar, num plano de debate intelectual extraordinariamente enriquecedor e límpido, sem que isso trouxesse à nossa convivência cordialíssima qualquer entrave. A Maria João, além de ser a nossa interlocutora privilegiada na relação institucional da Fundação D. Luís I com o grupo teatral Palco 13, que temos apoiado financeiramente, socorreu-nos em diversos momentos com o seu saber shakespeareano, tendo há cerca de três semanas esclarecido, com generosa disponibilidade, uma dúvida sobre uma citação que envolvia o Bardo (Henrique V), Stendhal (La Chartreuse de Parme) e Julian Barnes (The Man in the Red Coat). É uma perda dura para a cultura, especialmente na sua vertente teatral e de tradução, e para nós, que com ela convivemos e aprendemos. Enviamos à família, muito particularmente à Mãe, Professora Doutora Maria Leonor Machado de Sousa, os nossos sentimentos tanto pessoais como institucionais.

 

Salvato Teles de Menezes
Presidente do Conselho Directivo da Fundação D. Luís I

 

 

 

 

 

 

(Excerto do Comunicado do Grupo Estoril-Sol em Homenagem ao Dr. Stanley Ho)

 

Foi tão ímpar o seu espírito visionário, tão notável o seu vulto empresarial, que fica difícil enunciar todos os decisivos passos de um Homem cujo percurso foi consagrado ao desenvolvimento económico, social, humanístico, cultural e filantrópico nas múltiplas áreas em que marcou a impressão digital do seu génio empreendedorista.

Um mérito, aliás, amplamente reconhecido ao longo da exponencial carreira cívica e empresarial (...).
Múltiplas foram as mais altas condecorações com que foi distinguido em vários países, designadamente na China, França, Portugal, Bélgica, Espanha, Reino Unido, Japão, Vaticano, para além das Regiões Administrativas Especiais de Hong Kong e Macau.
E, pela relevância do seu contributo em prol da educação e dos valores humanísticos, foi Doutorado "Honoris Causa" pela Universidade de Hong Kong, Universidade de Macau e várias outras Instituições de ensino e formação profissional.
O reconhecimento, pelo Governo da China, da importância da sua acção para o sucesso da implementação do paradigma estratégico "One Country, Two Systems" foi corporizado na sua designação como Membro do Comité Permanente do 9º ao 11º Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, Membro do Comité Consultivo da Lei Básica da RAE de Hong Kong, Vice-Presidente da Comissão Preparatória da RAE de Macau e Vice-Presidente da Comissão de Redacção da Lei Básica da RAE de Macau.
Profundamente ligado a Portugal por relações familiares e de afectividade, ao Dr. Stanley Ho se deve o pioneirismo, desde há quatro décadas, do investimento chinês no nosso País.
Um investimento que, graças ao seu espírito visionário e sensibilidade sociológica, jamais deixou de contemplar, a par de premissas económico-financeiras, os interesses sociais, culturais e filantrópicos que Portugal dele esperava e a que, sempre, o Dr. Stanley Ho generosamente correspondeu.
É vasta e relevante a sua Obra em Portugal: a título meramente exemplificativo, a ele se deve a actual dimensão e prestígio do Grupo Estoril-Sol, a criação da SGAL "Alta de Lisboa", uma das maiores urbanizações da Europa, o luxuoso "Hotel Fortaleza do Guincho", a STDM – Investimentos Imobiliários, SA, um empreendimento urbanístico de referência no Porto, o investimento da companhia de transportes marítimos "Portline", a STDP – Sociedade Transnacional de Desenvolvimento de Participações SGPS, a criação, com objectivos filantrópicos, da Fundação Stanley Ho, da Fundação Oriente e tantas outras iniciativas de cariz social e cultural.

 

 

 

755 Maria João Afonso

 

Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Foi docente do Departamento de Estudos Anglo-Portugueses da FCSH – UNL onde ensinou, entre outras cadeiras, Tradução Literária, Cultura e Literatura Inglesas e História do Teatro. Frequentou em Stratford, várias formações sobre o teatro de Shakespeare feitas em colaboração entre o Shakespeare Institute e a Royal Shakespeare Company. Desde que abriu e até 2008, foi professora de História do Teatro na Escola Profissional de Teatro de Cascais, onde também orientou as monografias de final de curso dos alunos. Deu aulas na escola de teatro da Comuna - Teatro de pesquisa e na BeOnStage, além de fazer com regularidade sessões de trabalho sobre espectáculos variados, com companhias e em escolas. Em 1987, estreou-se no teatro como dramaturgista, no espectáculo «Hamlet», com encenação de C. Avilez, no ACARTE. Trabalhava actualmente como tradutora, quer para o teatro quer para edição. Traduziu, entre outros autores dramáticos, William Shakespeare, Tennessee Williams, Oscar Wilde, Terrence McNally, Ronald Harwood, Arnold Wesker, Henrik Ibsen, Tom Stoppard, Edward Bond, Hugh Whitemore, Nicholas Wright, A. R. Gurney, James Goldman, William Luce, Alejandro Casona, Molière e Peter Shaffer. Faz parte do projecto «Shakespeare para o Século XXI», desenvolvido pelo CETAPS – Núcleo do Porto. Desenvolve actividade como dramaturgista e trabalhou com os encenadores João Mota, Carlos Avilez, António Pires, João Perry, Luiz Rizo, Richard Cottrell, Celso Cleto, Diogo Infante, Marco Medeiros, Gonçalo Carvalho, Márcia Cardoso, Miguel Loureiro, Tim Carroll e Pedro Penim. Nos últimos 10 anos dedicou a sua vida profissional à companhia de Teatro Palco13. Actualmente preparava o espectáculo RICARDO III para o Teatro da Trindade.

 

 

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