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DESENHANDO A TRAÇOS LARGOS   

OS CONTORNOS DO PROJECTO

 

Todos os pretextos e todos os momentos são adequados a refletir sobre as múltiplas questões da nossa contemporaneidade que drasticamente influenciam e frequentemente condicionam a vida de todos nós. É com esse objetivo que a Fundação D. Luís tem promovido diversos encontros, palestras e debates em torno de muitas dezenas de temas. Em 2016, essas atividades vão decorrer de 11 de Fevereiro a 16 de Junho no auditório Maria de Jesus Barroso, na Casa das Histórias Paula Rego, propondo o debate e o confronto de ideias sobre questões como Saúde, Cultura, Televisão, Desenvolvimento, Políticas Sociais, Municipalismo, Educação, Ambiente, Europa, Justiça e a participação de personalidades de inquestionável competência, como por exemplo Germano Rego de Sousa, Isabel Pires de Lima, Eduardo Cintra Torres, Francisco José Viegas, Augusto Mateus, Nicolau Breyner, Carlos Miguel, Alfredo José de Sousa ou António Cluny, entre tantos outros.

Neste conjunto de Conversas da República – 2016, destaca-se a decisão de honrar o tema de cada sessão com a inspiração de uma figura tutelar de Cascais ou com fortes ligações ao nosso Concelho: Maria de Sousa (Saúde), Branquinho da Fonseca (Cultura), Francisco Pinto Balsemão (Televisão), Fausto Figueiredo (Desenvolvimento), Irmã Elvira (Politicas Sociais), Bruno Nascimento (Municipalismo), Mário Sottomayor Cardia (Educação), Henrique Barrilaro Ruas (Ambiente), António Capucho (Europa), Maria de Jesus Serra Lopes (Justiça)

 

 

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ANTÓNIO CAPUCHO

O percurso de intervenção social e política de António Capucho começou muito antes da sua eleição para Presidente da Câmara Municipal de Cascais (2001), vindo já dos tempos do Estado Novo a sua acção: primeiro, como dirigente do movimento estudantil e associativo, depois, com a sua participação na actividade política declarada, destacando-se dessa época o seu envolvimento nas eleições de 1969, apoiando as candidaturas da Oposição Democrática pela Comissão Eleitoral de Unidade Democrática, a CEUD, que, para além do grupo de inspiração socialista liderado por Mário Soares, incluía também diversas personalidades do chamado grupo dos Católicos Progressistas, como Sophia de Mello Breyner, Nuno Teotónio Pereira ou Francisco Sousa Tavares, bem como Monárquicos, com destaque para Gonçalo Ribeiro Telles, todos unidos na intenção de demonstrar aos portugueses que as forças oposicionistas ao regime iam muito para além do Partido Comunista Português.

Contudo, as múltiplas e por vezes violentas dificuldades sistematicamente impostas pelas entidades oficiais, pela PIDE e pela Polícia de Choque, infligiram uma pesada derrota à CEUD, que obteve uma votação praticamente sem expressão. António Capucho tinha nessa altura 24 anos. Mas os modestos resultados da CEUD, em 1969, não lhe afectaram o ânimo. Em 1973 voltou a envolver-se na campanha eleitoral para as legislativas, dessa vez com a CDE – Comissão Democrática Eleitoral, resultante da fusão das duas candidaturas oposicionistas que se tinham apresentado às eleições 4 anos antes, onde sobressaiam nomes como Lindley Cintra, Jorge Sampaio ou Mário Sottomayor Cardia.

António d'Orey Capucho nasceu em Lisboa, na Freguesia de São Mamede, em Janeiro de 1945 e foi o segundo dos nove filhos e filhas de Maria Teresa de Almeida d'Orey e de seu marido, António Emídio Ferreira de Mesquita da Silva Capucho. Uma família abastada de Lisboa, proprietária da Casa Capucho, que o bisavô João Capucho tinha criado por volta de 1850 e na qual, depois de concluir o curso de Organização e Gestão de Empresas, António Capucho trabalhou desde os 21 anos. No 25 de Abril de 1974 era Director Geral da empresa.

Depois da Revolução de Abril de 1974 filiou-se no Partido Popular Democrático, em Outubro de 1974, ou seja: menos de seis meses depois de Sá Carneiro, Pinto Balsemão e Magalhães Mota terem subscrito a fundação do então PPD. Logo no ano seguinte, em Fevereiro de 1975, assumiu as funções de Secretário-Geral Adjunto do Partido e em 1978 foi eleito para o cargo de Secretário Geral, no qual se manteve nos 8 anos seguintes. Mais tarde foi eleito Vice-Presidente da Comissão Política Nacional Partido sucessivamente nas lideranças de Cavaco Silva, Marcelo Rebelo de Sousae Durão Barroso.
Ao longo desse período, António Capucho foi Deputado à Assembleia da República e Presidente do Grupo Parlamentar em duas legislaturas.
Integrou o sétimo Governo Constitucional na qualidade de Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro, Francisco Pinto Balsemão, assumindo depois os cargos de Ministro da Qualidade de Vida no Governo do Bloco Central, liderado por Mário Soares e Mota e, mais tarde, tomou posse como Ministro dos Assuntos Parlamentares do Governo presidido por Cavaco Silva.
Em 1989 foi eleito para o Parlamento Europeu, onde assume a coordenação do Grupo Europeu do Partido Social Democrata, tendo as suas intervenções e iniciativas consolidado um amplo prestígio e criado excelentes condições para ser eleito Vice-Presidente do Parlamento Europeu ao longo de praticamente uma década, função que o levou a criar, manter e consolidar estreitas relações com muitos líderes europeus e mundiais e lhe conferiu a oportunidade de conhecer muito bem as instituições europeias.
Durante esse período de intensa vivência europeia escreveu três livros: A União Europeia. O que é e como funciona, em 1994, União Europeia a 15, em 1996 e De Roma a Amesterdão, em 1997.
Nos mandatos presidenciais de Jorge Sampaio e de Cavaco Silva foi eleito para o Conselho de Estado, cargo que, após interregno entre 2004 e 2008, abandonou definitivamente em 2011.
Em Portugal foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante, em Junho de 1997, pelo Presidente Jorge Sampaio. Do Rei de Espanha recebera, em Julho de 1984, a Grã-Cruz da Ordem de Mérito Civil. No Luxemburgo foi distinguido pelo Grão-Duque com a Comenda da Ordem de Mérito, em 2010. E no ano 2000, o Concelho que iria servir a partir do ano seguinte durante uma década, condecorou-o com a Medalha de Honra do Município de Cascais.
Embora nascido em Lisboa, Cascais é a sua terra de adopção há mais de 60 anos. Foi na Igreja de Santo António do Estoril que casou com Maria Madalena da Costa Salema, há 49 anos, de quem tem uma filha, Mónica e um filho, António Diogo. A Mariana e o Francisco são os seus dois Netos.
Agora, com 71 anos, para além da actividade que desenvolve enquanto Deputado Municipal independente (Sintra), é à Família a que dedica a maior parte do seu tempo.

 

 

 

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 Informações: Gabinete de Comunicação do Bairro dos Museus – 214 815 911 / 912  -  Fundação D. Luís I – 214 815 660 / 665

 

 

 

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