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Francisco Pinto Balsemão nasceu em Lisboa, no primeiro dia de Setembro de 1937, onde viveu na Rua Ribeiro Sanches à Lapa, nº 63, com a mãe, Maria Adelaide Van Zeller de Castro Pereira, nascida em Sintra, e com o pai, Henrique Patrício Pinto Balsemão, nascido na Guarda.

É atualmente um bem-sucedido empresário na área da Comunicação Social, e raros são certamente os portugueses que o não conhecem ou não reconhecem o seu percurso único como cidadão, como político ativo, como empresário, como jornalista e como homem de cultura.

Fez o ensino primário em casa e o exame da 4ª classe na Escola Primária nº 22, Rua dos Machadinhos, tendo concluído os estudos secundários no liceu Pedro Nunes. Frequentou o 1º e 2º anos do Curso de Direito no Campo de Santana e os 3º, 4º e 5º anos e Curso Complementar de Ciências Político-Económicas (também conhecido por 6º ano) na Cidade Universitária.

Em 1961 Francisco Pinto Balsemão começou a interessar-se pelo Jornalismo, tendo sido Chefe de Redacção da revista Mais Alto, da Força Aérea Portuguesa, começando a colaborar pouco depois no Diário Popular, cujo Conselho de Administração integrou.

Nos últimos anos do Estado Novo, logo a seguir às eleições legislativas de 1969, inicia um sólido trajeto político, na oposição ao Estado Novo, integrando a ala liberal da Assembleia Nacional ao lado de Sá Carneiro, Mota Amaral, Miller Guerra, Pedro Pinto Leite e Magalhães Mota. Desafia o conformismo dominante, visita presos políticos em Caxias e exige a defesa do respeito pelos direitos básicos, propondo igualmente uma nova lei de imprensa e a abolição da Censura.

No ano de 1973 Francisco Pinto Balsemão funda o EXPRESSO, que se torna um êxito imediato, apesar da impiedosa censura.

Vive, com sentida alegria, a revolução de 25 de Abril, tendo sido dez dias depois, em 6 de Maio de 1974. que funda o PPD – Partido Popular Democrático, com Sá Carneiro e Magalhães Mota.

Segue-se a luta pela implantação de uma sociedade verdadeiramente democrática a nível económico, social e cultural.
Em 1975 é eleito deputado. E com a vitória da Aliança Democrática – AD, exerce o cargo de Ministro de Estado Adjunto do 1º Ministro

Na sequência da tragédia de Camarate, em 4 de Dezembro de 1980, torna-se Primeiro-ministro de Portugal, liderando os 7º e 8º Governos Constitucionais.
Em 1982 a Assembleia da República lança mãos à 1ª revisão da Constituição Portuguesa de 1976. É criado o Tribunal Constitucional, dá-se início à flexibilização do sistema económico e é extinto o Conselho da Revolução.

Pinto Balsemão conclui as negociações que permitiriam a adesão de Portugal à então CEE, inicia o processo de normalização das relações com as ex-colónias e lança projetos estruturantes, como o da navegabilidade do rio Douro, deixando ainda construídas as bases da abertura de sectores da Economia à iniciativa privada.

Depois da liderança do Governo e do próprio Partido Social Democrata, porventura por considerar cumprido o seu envolvimento na política ativa, Francisco Pinto Balsemão dedica-se à vida empresarial, que abraçou com igual êxito e invulgar sentido de modernidade, tendo sido o corajoso criador do 1º canal privado de televisão em Portugal, que começou a emitir diariamente em 6 de Outubro de 1992.

É Francisco Pinto Balsemão, um social-democrata convicto, que o Partido convida para presidir à comissão que coordenou a comemoração dos 40 anos de Democracia, em 2014, e os 40 anos de PSD.

Um homem de extraordinária integridade e um líder por natureza, Francisco Pinto Balsemão enfrentou e atravessou algumas das décadas mais conturbadas da História Moderna de Portugal, sempre com destacada coragem e responsabilidade. Um homem que se bateu, incessantemente, pelo direito do acesso à informação e pelo dever de bem informar, permanentemente fiel, desde a sua juventude, aos valores fundamentais da Democracia.

É, entre outros cargos, Presidente do Grupo Impresa, Presidente do Conselho de Administração da SIC e Presidente do Júri do prestigiado Prémio Pessoa.

É este cidadão, dono de um invulgar sentido de missão, que saudamos na noite da próxima 5ª feira, dia 10 de Março, no Auditório Maria de Jesus Barroso da Casa das Histórias Paula Rego, pelas 21:00 horas.

 

 


 



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