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BIBLIOTECA MÓVEL

185 BIBLIOTECA MOVEL CASCAIS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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LIVROS QUE ANDAM

REGRESSAM A CASCAIS

 

A primeira experiência de biblioteca itinerante foi introduzida (1942) em Braga por Vítor de Sá, facto que certamente influenciou o Conservador-Bibliotecário do Museu Biblioteca Condes de Castro Guimarães, o escritor Branquinho da Fonseca, quando tomou a decisão de, em 1953, fazer circular um carro-biblioteca pelas escolas do Concelho de Cascais e pelos lugares mais centrais da vila. Usando o seu próprio automóvel para que um atrelado improvisado (que ele próprio concebeu) pudesse percorrer as ruas e estradas do Concelho, a Biblioteca Móvel, como então se designava, levava livros aos que, por uma ou outra razão, não podiam aceder a bibliotecas ou comprar livros. E quando a carrinha parava no largo o povo corria a recebêla com enorme alegria, sendo provavelmente entre os mais jovens que se sentia o maior entusiasmo.

 

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Este sonho de Branquinho da Fonseca foi um êxito enorme. Um êxito tão grande que cinco anos mais tarde, em 1958, a Fundação Calouste Gulbenkian adoptou a prática de Cascais, tendo Azeredo Perdigão criado um Serviço de Bibliotecas Itinerantes que, com uma frota constituída por largas dezenas de icónicas furgonetas Citroën HY, levou os livros e a leitura às vilas e aldeias de todo o País. De forma natural, Branquinho da Fonseca foi convidado para dirigir essa operação cultural e educativa.

 

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A visão de Branquinho da Fonseca tinha um objectivo claro: o de promover e desenvolver o gosto pela leitura e contribuir, assim, para elevar o nível cultural dos cidadãos em geral e das crianças e jovens em particular. Visava também chegar aos com menor acesso à educação e à cultura, habitando as povoações mais pobres, mais isoladas e muito mal servidas de transportes. Praticava o livre acesso às estantes e ao manuseamento dos livros, exercia o empréstimo domiciliário e garantia um serviço inteiramente gratuito que se estendia a todas as faixas etárias

 

biblioteca

 

Embora a realidade contemporânea seja, felizmente, muitíssimo diferente daquela que caracterizava o País pobre e cinzento de 1957 (já lá vão 60 anos), a Fundação D. Luís I, em estreita colaboração com a Câmara Municipal de Cascais, considerou que o berço das bibliotecas itinerantes em Portugal devia não só honrar a memória de Branquinho da Fonseca, mas também fazer renascer no Concelho a prática das Bibliotecas Itinerantes, recriando um modelo que mantenha, o espírito de levar os serviços básicos de biblioteca pública a lugares e populações com menor acesso ao livro e à leitura, mas a ele acrescentando práticas adequadas a outras realidades impostas pela nossa contemporaneidade, desde a presença da Biblioteca Movel nas muitas praias do nosso Concelho durante a época balnear, até à sua articulação com as insubstituíveis Associações Populares de Cultura e Recreio passando até, eventualmente, pelo Estabelecimento Prisional de Tires, Centros de Dia nas Freguesias do Concelho, Lares de Idosos, entre tantos outros que a prática ajudará a encontrar e envolver no projecto. Para além de tudo isso, a Biblioteca Móvel de Cascais disponibilizará também recursos de informação nos mais diversos suportes.

 

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HORÁRIO E LOCAL

 

 


Primavera / Verão


 

Quinta-feira: 10h às 15h

Praia de Carcavelos

 

Sexta-feira: 10h às 15h

Praia da Poça – S. João do Estoril

 

Sábado: 10h às 13h

Parque Quinta de Alagoa - Carcavelos

 

Sábado: 14h30 às 17h30

Parque de Outeiro de Polima - S. Domingos de Rana

 

Domingo: 10h às 14h

Praia do Tamariz - Estoril

 

 


Outono / Inverno


 

Sábado: 10h às 13h

Parque Quinta de Alagoa - Carcavelos

 

Sábado: 14h30 às 17h30

Parque de Outeiro de Polima – S. Domingos de Rana

 

Domingo: 10h às 14h

Praia do Tamariz - Estoril

 


 

 

 

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Cartao de leitor da Biblioteca Itinerante 500x352

 

 

O MEU DEPOIMENTO

SOBRE A BIBLIOTECA ITINERANTE

 

Vivamente me congratulo com o facto de a Fundação D. Luís I ter voltado a fazer funcionar a Biblioteca Itinerante.

Recordo sempre com saudade os tempos de minha juventude, os anos 50. A carrinha da biblioteca parava mensalmente junto de minha casa, sita entre Birre e Torre, expressamente para mim e eu entregava e recebia os livros que seriam a minha delícia durante esse mês.

Dessa forma, tive oportunidade de ler quase toda a obra de Emílio Salgari, de Júlio Verne, os clássicos portugueses como Almeida Garrett, Alexandre Herculano, as grandes biografias, que me encantavam enormemente.

Ainda hoje guardo religiosamente o cartão de leitor e confesso que não teria conseguido ganhar a cultura que hoje tenho, sobretudo do ponto de vista da literatura, se não fora a atenciosidade de todos os funcionários, designadamente do saudoso Sr. Alberto. Era extraordinária, sobretudo se tivermos em consideração que a carrinha parava expressamente para mim.

Acrescentarei que, mal entrei na redacção do Jornal da Costa do Sol, fiz questão em, todas as semanas, publicar o horário a que a carrinha passava, aos domingos, nos vários locais, porque se tratava efectivamente de uma iniciativa ao domingo e mensalmente cada local era visitado pela biblioteca itinerante.

Congratulo-me, pois, vivamente com o retomar desta iniciativa e faço votos para que seja possível alargá-la a mais sítios que não apenas aos que ora estão previstos.

 

José d'Encarnação

 

 

 


 

 

 

 

Regulamento da Biblioteca Móvel de Cascais

 

 

Artigo 1º
Missão e equipamento

 

1. A Biblioteca Móvel de Cascais, doravante designada por BMC, tem por missão contribuir para a promoção do acesso à Informação, Educação, Cultura e Lazer.

 

2. A Biblioteca Itinerante de Cascais é móvel, sendo Os locais de estacionamento e horários da Biblioteca Móvel de Cascais são definidos anualmente.

 

 

Artigo 2º
Inscrição de utilizadores

 

1. Podem inscrever-se como utilizadores da BMC todos os cidadãos, nacionais ou estrangeiros. A inscrição é efetuada na BMC.

 

2. A admissão como utilizador da BMC faz-se mediante o preenchimento de uma Ficha de Inscrição – Anexo I – que funciona como termo de responsabilidade. Durante o ato de inscrição, o utilizador terá que apresentar um documento oficial de identificação.

 

3. A inscrição de utilizadores com idade igual ou inferior a 14 anos é da responsabilidade de um adulto, que deverá identificar-se através de documento oficial e assinar a Ficha de Inscrição, independentemente do facto de ser ou não leitor.

 

5. A inscrição como utilizador implica o conhecimento e a aceitação do presente Regulamento.

 

 

Artigo 3º
Direitos dos utilizadores

 

1. Circular livremente no interior da BIC.

 

2. Retirar das estantes os documentos que pretende consultar, ler ou requisitar para empréstimo domiciliário.

 

3. Requerer e obter por parte dos funcionários toda a informação e apoio para a utilização dos recursos disponíveis na BIC.

 

4. Apresentar críticas, sugestões e reclamações.

 

 

Artigo 4º
Deveres dos utilizadores

 

1. Cumprir as normas estabelecidas no presente Regulamento.

 

2. Respeitar as indicações que lhe forem transmitidas pelos funcionários com vista a manter o bom funcionamento da BMC e condições de consulta adequadas.

 

3. Manter em bom estado de conservação todos os documentos que lhe forem facultados, bem como fazer bom uso das instalações e dos equipamentos.

 

4. Respeitar os horários de funcionamento dos serviços.

 

5. Cumprir os prazos estipulados para a devolução dos documentos.

 

6. Indemnizar a Câmara Municipal de Cascais pelos danos e perdas de que for responsável.

 

 

Artigo 5º
Deveres dos Funcionários

 

1. O atendimento na BMC é preferencialmente assegurado por jovens recrutados no âmbito dos programas de ocupação jovem desenvolvidos pela Câmara Municipal de Cascais.

 

2. Fazer cumprir o presente Regulamento.

 

3. Zelar pelo bom funcionamento e arrumação da BMC.

 

4. Garantir a abertura e encerramento do posto de atendimento.

 

5. Assegurar o atendimento dos utilizadores.

 

6. Prestar informação à comunidade, nomeadamente sobre os serviços disponibilizados e eventos promovidos pelas Bibliotecas, Arquivos e Museus.

 

 

Artigo 6º
Consulta Local

 

1. Todos os documentos disponíveis na BMC podem ser objeto de consulta local.

 

2. Em caso de dano dos documentos consultados, o utilizador é responsável pela sua reposição nos termos do ponto 6 do artigo 4.º.

 

3. A reincidência de dano ou especial censurabilidade das circunstâncias em que este ocorra poderá conduzir à interdição do acesso aos serviços disponibilizados pela BMC.

 

4. De forma a manter os fundos documentais organizados, os documentos retirados das estantes para consulta devem ser deixados nos locais identificados para o efeito ou no balcão de atendimento, para posterior arrumação por parte dos funcionários.

 

 

Artigo 7º
Empréstimo domiciliário

 

1. O empréstimo domiciliário exige a inscrição prévia como utilizador da BMC e o preenchimento da Ficha de Inscrição nos termos definidos no ponto 2 do artigo 2º.

 

2. O empréstimo domiciliário exige ainda a apresentação de um documento de identificação e a assinatura de uma ficha de requisição – Anexo 2 – em cada transação.

 

3. Todos os livros disponíveis na BMC poderão ser objeto de empréstimo domiciliário.

 

4. Cada utilizador pode requisitar 1 documento por transação.

 

5. O prazo máximo do empréstimo é de 7 dias consecutivos.

 

6. Os livros requisitados só poderão ser devolvidos na BMC.

 

7. A requisição e a devolução de documentos devem ser efetuadas até 10 minutos antes do encerramento dos postos de atendimento.

 

8. O empréstimo de qualquer tipo de documento admite no máximo uma renovação, que deverá ser solicitada até à data limite do empréstimo.

 

9.Os pedidos de renovação devem ser efetuados presencialmente e prolongam o prazo de empréstimo por mais 7 dias.

 

10. Em caso de extravio ou dano dos documentos requisitados, o utilizador é responsável pela sua reposição.

 

11. Os adultos responsáveis por utilizadores com idades inferiores a 14 anos são responsáveis por garantir a devolução e eventual reposição dos documentos danificados ou extraviados.

 

12. Em caso de extravio ou dano de documentos, o utilizador tem de entregar na BMC um exemplar equivalente ao extraviado ou danificado.

 

13. A BMC reserva-se o direito de recusar novos empréstimos a utilizadores responsáveis pela perda, dano ou posse prolongada e abusiva de documentos.

 

 

Artigo 8º
Disposições de ordem geral

 

1. A BMC salvaguarda a privacidade dos seus utilizadores, não cedendo a terceiros quaisquer dados pessoais ou informação sobre a utilização dos diferentes seus serviços.

 

2. Não serão permitidas recolhas de imagem dos utilizadores da BMC sem o consentimento destes ou, no caso de menores, dos respetivos encarregados de educação.

 

3. Não é permitido fumar, comer ou beber na BMC.

 

4. É reservado o direito de admissão a qualquer utilizador cujo comportamento se revele ostensiva e reiteradamente em desacordo com o presente regulamento.

 

 

 

 

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