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185-20 em voz alta

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

755 EMVOZALTA 2020-1 copy

 

 

Leituras de Poesia Portuguesa

pelos Artistas Unidos 

 

Os Artistas Unidos retomam as leituras Em Voz Alta, os Nossos Poetas em parceria com a Fundação D. Luís I e a Câmara Municipal de Cascais. Os atores Catarina Wallenstein, João Meireles, Lia Gama, Luís Lucas, Manuel Wiborg, Maria João Luís, Nuno Gonçalo Rodrigues e Jorge Silva Melo lêem poetas portugueses Em Voz Alta.

Com um novo formato, os recitais serão disponibilizados através das páginas de Facebook do Bairro dos Museus e da Fundação D. Luís e do canal de Youtube da Fundação D. Luís I, com o seguinte calendário:

 

Carlos de Oliveira - 20 de junho a 18 julho

 Luís Filipe Castro Mendes - 19 de setembro a 23 de outubro

José Gomes Ferreira - 24 de outubro 20 de novembro

Manuel Resende - 21 de novembro a 18 de dezembro

António Franco-Alexandre - 19 de dezembro a 15 de janeiro

Fernando Assis Pacheco - 16 de janeiro a 12 de fevereiro

 

 

Serão pequenos spots de poucos minutos com poemas do respetivo Autor e também de poetas que lhe estão próximos. Pois um poeta existe com aquilo que leu e aquilo que se lhe seguiu. Será assim que, em torno destes poetas, ouviremos os Artistas Unidos ler Camões, Camilo Pessanha, Nemésio, Mário Dionísio, Afonso Duarte, O´Neill, Mario Cesariny, Nuno Júdice, Garrett, Antero, Herberto, Manuel António Pina, Gastão Cruz...

 

 

755 Jorge Silva Melo

 

 

Eu gosto de ler em voz alta, eu gosto de ouvir poesia lida pelos actores com quem trabalho, eu gosto de poesia lida para várias pessoas, eu gosto de leituras de poesia, sentir gente à volta das palavras suspensas do poeta mesmo como agora que é ao longe, por vias electronicas, mas são minutos que passamos juntos à beira de um poeta.

Jorge Silva Melo

 

 

Ler um poeta também é ler aqueles que ele leu e aqueles que marcou. Não consigo ler Carlos de Oliveira sem pensar em como ele leu Camões ou como foi lido por Gastão Cruz. Sim, o tempo presente é um arco entre o passado que morre e o futuro que vai começar. Serão muitos poetas, muitos poemas, de Pessanha a Manuel Resende, de Nemésio a Castro Mendes... um vaivém de palavras medidas. É isso, a poesia? Uma ininterrupta verdade? Um a um, poetas e poemas de agora, do passado, de sempre lido, relidos, desejados, poemas.

Jorge Silva Melo

 

 

 

755 emvozalta CARLOS DE OLIVEIRA

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Carlos de Oliveira

Todos os sábados de 20 de junho a 18 julho

 

CARLOS DE OLIVEIRA (1921-1981) Frequentou a Universidade de Coimbra nos anos 40 do séc. XX e é precisamente neste período que despertou para a escrita, no seio do movimento neorrealista, tendo publicado Turismo, o primeiro livro de poemas e Casa na Duna, o primeiro romance. Em 1953 publica Uma Abelha na Chuva, mais tarde adaptado ao cinema, considerada uma das obras mais importantes da literatura portuguesa do séc. XX. O livro de poemas Cantata marcou a evolução da sua obra poética, mencionada, posteriormente, entre a poesia contemporânea de referência. Publicou em 1978 a obra Finisterra, renovadora do romance português.

 


Luís Filipe Castro Mendes

Todos os sábados de 19 de setembro a 23 de outubro

 

LUÍS FILIPE CASTRO MENDES (1950) Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, seguiu a carreira diplomática durante a segunda metade da década de 70 e a década de 80. Como poeta, começou muito cedo, aos quinze anos, por publicar poemas no suplemento juvenil do Diário de Lisboa. Já na década de 80, estreia-se com a coletânea Recados, obra onde se impõem desde logo duas das mais marcantes características da sua poesia: o virtuosismo no tratamento de formas poéticas tradicionais e a intertextualidade, com referências muito presentes a vários escritores, como Emily Dickinson, Rilke, Nietszche, Jorge Luís Borges, Rimbaud, etc. Tem ainda como traço distintivo a capacidade de renovar, com inquestionável mestria, as experiências de escrita. Areias Escuras (1984), Seis Elegias e Outros Poemas (1985), galardoado com o prémio da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto, A Ilha dos Mortos (1991), O Jogo de Fazer Versos (1994) e Outras Canções (1998) são ainda exemplos de outras obras deste autor.

 

 

José Gomes Ferreira

Todos os sábados de 24 de outubro 20 de novembro

 

JOSÉ GOMES FERREIRA (1900-1985) Escritor e poeta português, estudou nos liceus de Camões e de Gil Vicente onde teve o primeiro contato com a poesia. Colaborou com Fernando Pessoa, ainda muito jovem. Está em todos os grandes momentos "democráticos e antifascistas" e colabora com outros poetas neorrealistas num álbum de canções revolucionárias compostas por Fernando Lopes Graça, com a sua canção Não fiques para trás, ó companheiro. A sua poesia encontra-se coligida em Poeta Militante (6 vols., 1977-78). No domínio da ficção, publicou O Mundo dos Outros (1950), Aventuras Maravilhosas de João Sem Medo (1963), Tempo Escandinavo (1969) e O Irreal Quotidiano (1971). Merecem também referência as suas memórias, com o título A Memória das Palavras (ou o Gosto de Falar de Mim) (1965).

 


Manuel Resende

Todos os sábados de 21 de novembro a 18 de dezembro

 

MANUEL RESENDE (1948) Nascido no Porto e herdeiro, ainda que não assumido, das tradições literárias anarquista e surrealista tem dedicado grande parte da sua vida à poesia, quer como autor, quer como tradutor principalmente do grego. Estreou-se, em 1983, com Natureza Morta com Desodorizante, a que se seguiria. Em Qualquer Lugar (1998) e O Mundo Clamoroso, Ainda (2004). Em 2018 a editora Cotovia reuniu a sua obra em Poesia Reunida.

 

 

António Franco-Alexandre

Todos os sábados de 19 de dezembro a 15 de janeiro

 

ANTÓNIO FRANCO ALEXANDRE (1944) Estreou-se na década de sessenta, mas é a partir da publicação de Sem Palavras nem Coisas (1974) que a sua obra se afirma. Em 1996 reúne toda a sua poesia (com excepção do primeiro livro, Distância) em Poemas. Em 1999, publicou Quatro Caprichos. A partir de 2000, publica mais três obras: Uma Fábula (2001), Duende (2002) e Aracne (2004).

 

 

Fernando Assis Pacheco

Todos os sábados de 16 de janeiro a 12 de fevereiro 

 

FERNANDO ASSIS PACHECO (1937-1995) Nasceu em Coimbra, onde se licenciou em Filologia Germânica e onde viveu até iniciar o serviço militar, em 1961. Na juventude, foi ator de teatro e redator da revista Vértice. Cumpriu parte do serviço militar em Portugal, tendo seguido como expedicionário para Angola, onde esteve até 1965. Nunca conheceu outra profissão que não fosse o jornalismo: deixou a sua marca de grande repórter no Diário de Lisboa, na República, no Jornal de Letras, Artes e Ideias, no Musicalíssimo e no Se7e, onde foi diretor-adjunto. Foi também redator e chefe de redação de O Jornal, semanário onde durante dez anos exerceu crítica literária, e colaborador da RTP. Cuidar dos Vivos (1963) foi o seu livro de estreia. Entre os demais livros que publicou, encontram-se Variações em Sousa, Walt e Trabalhos e Paixões de Benito Prada. A Musa Irregular, edição aumentada reúne toda a sua produção poética, e inclui vários inéditos.

 

 

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ANTÓNIO SIMÃO


Tem os cursos do IFICT (1992) e IFP (1994). No teatro trabalhou com Margarida Carpinteiro, António Fonseca, Aldona Skiba-Lickel, Ávila Costa, João Brites, Melinda Eltenton, Filipe Crawford, Joaquim Nicolau, Gil Lefévre-Kiraly, François Berreur, Antonino Solmer, Jean Jourdheuil, Pedro Carraca, João Meireles e João Pedro Mamede. Integra os Artistas Unidos desde 1995, onde trabalhou em mais de 70 espetáculos como ator, encenador, assistente e produtor.

 

CATARINA WALLENSTEIN


Trabalhou com José Nascimento, Gael Morel, Manoel de Oliveira, João Botelho, Artur Araújo, Rúben Alves. Nos Artistas Unidos participou em Não se Brinca com o Amor de Alfred de Musset (2011-12), A Estalajadeira, de Carlo Goldoni (2013), Gata em Telhado de Zinco Quente de Tennessee Williams (2014) e Doce Pássaro da Juventude de Tennessee Williams (2015).

 

JOÃO MEIRELES


Tem o curso do IFICT (1992). Trabalhou com Luís Varela, Manuel Borralho, Ávila Costa, Adolfo Gutkin, Aldona Skiba-Lickel, José António Pires, o Pogo Teatro e o Teatro Bruto. Integra os Artistas Unidos desde 1995, onde participou, mais recentemente, em Gata em Telhado de Zinco Quente de Tennessee Williams (2014), As Histórias do Senhor Keuner de Bertolt Brecht (2015) e Jogadores de Pau Miró (2016).

 

JORGE SILVA MELO


Estudou na FLUL e na London Film School. Estagiou com Giorgio Strehler em Milão e com Peter Stein em Berlin. Fundou o Teatro da Cornucópia em 1973. Fundou em 1995 os Artistas Unidos de que é diretor artístico.

 

LIA GAMA


Estudou na Escola René Simon em Paris. Trabalhou no Teatro Estúdio de Lisboa, no Teatro Experimental de Cascais, na Casa da Comédia, no Teatro da Cornucópia, no TNDMII, entre outros, em peças de Gorki, J. Jourdheuil, Horvath, Jorge Silva Melo, Benjamino Joppolo, Ricardo Pais, Pirandello, Harold Pinter, Joe Orton, Bertolt Brecht, Jean Anouilh, Ustinov, Y. Jamiacque, Racine, G. Lobato,Natália Correia, Genet, Gombrowicz, Shakespeare, Santareno e P. Shaeffer, etc.

 

LUÍS LUCAS


Estreou-se em 1972 no Teatro da Comuna de que foi um dos membros fundadores. Em França estagiou no Théatre du Soleil e foi assistente de Jean Jourdheuil e Patrice Chéreau. Tem desde então trabalhado com o Teatro da Cornucópia, Osório Mateus, Teatro da Graça, Teatro Nacional D.Maria II e muito frequentemente no cinema com realizadores como João Botelho, José Álvaro Morais, Manoel de Oliveira, Solveig Nordlund, Jorge Silva Melo e Eduardo Geada.

 

MANUEL WIBORG


Estreou-se no teatro com Amo-te de Abel Neves (enc.: Almeno Gonçalves - Teatro da Cornucópia). Fundou os APA - Actores Produtores Associados para quem dirigiu Universos e Frigoríficos de Jacinto Lucas Pires. Trabalhou também com Jean Jourdheuil, Luís Pais, António Cabrita, Mala Voadora, Companhia de Teatro de Almada e Cortina de Fogo - Teatro Urbano. Na televisão é presença regular desde 1992.

 

MARIA JOÃO LUÍS


Estreou-se em 1985 n'A BARRACA. Trabalhou na Casa da Comédia, Acarte, Malaposta, Comuna, Cornucópia, TNDMII, Teatro do Bairro, TNSJ. Dirige atualmente o Teatro da Terra, sediado em Ponte de Sor. Interpretou várias peças na televisão, assim como séries e novelas. Nos Artistas Unidos participou recentemente em Doce Pássaro da Juventude (2015) e A Noite da Iguana de Tennessee Williams (2017).

 

NUNO GONÇALO RODRIGUES


É diplomado pela ESTC. Em 2013, em conjunto com João Pedro Mamede e Catarina Rôlo Salgueiro, fundou OS POSSESSOS. Nos Artistas Unidos participou mais recentemente em A Noite da Iguana de Tennessee Williams, A Vertigem dos Animais Antes do Abate de Dimítris Dimitriádis (2017), O Grande Dia da Batalha de Máximo Gorki e Jorge Silva Melo (2018) e Retrato de Mulher Árabe que olha o mar, de Davide Carnevali (2018).

 

PEDRO CARRACA


Trabalhou com António Feio, Clara Andermatt, Luís Miguel Cintra, João Brites, Diogo Dória e Maria do Céu Guerra. Integra os Artistas Unidos desde 1996. Recentemente participou em O Novo Dancing Eléctrico (2016), A Noite da Iguana de Tennessee Williams, O Cinema de Annie Baker e A Vertigem dos Animais Antes do Abate de Dimítris Dimitriádis (2017).

 

 

 



 

755 EMVOZALTA 2020 

 

Artistas Unidos com a Poesia de Grandes Nomes Nacionais 

no Bairro dos Museus de Cascais

25 de janeiro a (21 de novembro 2020)

 

A programação de Em Voz Alta, os nossos Poetas em 2020 começa com a leitura de poemas de Sophia de Mello Breyner Andresen, por Lia Gama e Jorge Silva Melo

Trata-se de mais uma aposta de Fundação Dom Luís I (FDLI) e da Câmara Municipal de Cascais (CMC) na Cultura, no âmbito da programação do Bairro dos Museus, trazendo a este concelho o que se faz de melhor no país, com figuras incontornáveis das artes em Portugal.
A entrada é gratuita nas sessões que decorrem mensalmente, entre janeiro e novembro de 2020.

O presidente da Fundação Dom Luís I, Salvato Teles de Menezes, salienta: "A Fundação recebe com grande satisfação a iniciativa Em Voz Alta, os nossos Poetas. Em 2018 e 2019, a obra de autores nacionais chegou a vários públicos graças a este projeto dos Artistas Unidos, que se revelou um verdadeiro êxito. Voltamos a apostar neste projeto, para que a Poesia portuguesa esteja mais viva do que nunca, agradecendo, desde já, a parceria dos Artistas Unidos e a sua aposta no público do Bairro dos Museus."

Jorge Silva Melo, diretor artístico dos Artistas Unidos, realça a importância de a poesia ser dita em voz alta: "Eu gosto de ler em voz alta, eu gosto de ouvir poesia lida pelos atores, elegíaca, irónica, sarcástica, magoada, nostálgica, determinada, voz clara na noite, voz obscura ao contrário do dia. Gosto de poesia, de ver gente, sentir gente à volta das palavras suspensas do poeta."

As sessões de Em Voz Alta, os nossos Poetas surgem, pelo terceiro ano consecutivo, de uma parceria entre a FDLI, a CMC e o grupo de teatro Artistas Unidos, com o objetivo de celebrar a obra de poetas nacionais.

 

 

Sábado, 25 Janeiro 18h30

Sophia 

Lia Gama e Jorge Silva Melo

 

SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN (1919-2004)


Entre 1939 – 1940 estudou Filologia Clássica na Universidade de Lisboa e publicou os primeiros versos nos Cadernos de Poesia. Casou com Francisco Sousa Tavares e foi mãe de cinco filhos, para quem começou a escrever contos infantis. Além da literatura infantil, Sophia escreveu também contos, artigos, ensaio e teatro tendo traduzido Eurípedes, Shakespeare, Claudel e Dante. Com uma linguagem poética quase transparente e íntima, ao mesmo tempo ancorada nos antigos mitos clássicos, Sophia evoca nos seus versos os objetos, as coisas, os seres, os tempos, os mares, os dias.

 

 

Sábado, 15 Fevereiro 18h30

António Ramos Rosa  

Lia Gama e Luís Lucas

 

ANTÓNIO RAMOS ROSA (1924-2013)


Poeta e crítico português, foi militante do Movimento de União Democrática e preso político. Trabalhou como tradutor e professor e como diretor de revistas literárias como Árvore e Cassiopeia. Em 1958 publicou O Grito Claro, o seu primeiro livro de poesia. A sua obra poética ultrapassa os cinquenta títulos, sendo também autor de ensaios, entre os quais se salienta A Poesia Moderna e a Interrogação do Real (1979-1980). É dele a máxima: poesia é a liberdade livre.

 

 

Escola Secundária Frei Gonçalo de Azevedo
ADIADO PARA DATA A ANUNCIAR

Ramón Gómez de la Serna

António Simão, João Meireles e Pedro Carraca

 

RAMÓN GÓMEZ DE LA SERNA (1888-1963).


Com vinte anos assumiu a direção da revista literária Prometeo, até 1912. Interessado por tudo o que era moderno, fundou, em 1915, na Calle de Carretas, a tertúlia do Café del Pombo por onde irá passar toda a intelligentsia espanhola, e não só, atraída pela sua fama de grande mestre do humor e da vanguarda. Tentou criar em Madrid um ambiente cosmopolita e verdadeiramente moderno. Viajou muito - viveu em Paris, Nápoles, Genebra, construiu uma moradia no Estoril onde passou largas temporadas, mas é sobretudo Madrid que palpita na sua obra. Obra imensa - de todos os géneros que existiam e que não existiam: romances (La Viuda Blanca y Negra, La Quinta de Palmyra, Seis Falsas Novelas, La Nardo, La Mujer de Ambar), crónicas (El Rastro, Toda la História de Puerta del Sol, La Proclama del Pombo), biografias (Lope Viviente, Ramón del Valle Inclán, Goya, Oscar Wilde, Velasquez), ensaios (El Circo, Senos), autobiografia (El Libro Mudo, Secretos, Automoribundia) numa lista de duzentos títulos. Foi traduzido por toda a Europa. Com Chaplin e Pitigrilli, foi o único estrangeiro admitido na Academia de Humor Francesa.

 

 

 

 



 

 

 

 

755 EM VOZ ALTA 2019 

 

 Artistas Unidos dizem os grandes poetas nacionais.

 A começar, poesia erótica escolhida por Natália Correia.

 

 

A programação de Em Voz Alta, os nossos Poetas em 2019 inicia-se com a leitura, por Manuel Wiborg e Luís Lucas, de poemas selecionados da Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica, lançada em 1966. Relembre-se que este conjunto de poesias recolhidas por Natália Correia foram então objeto de censura e apreensão e matéria de julgamento da poeta em Tribunal Plenário, acusada de imoralidade e ofensa ao "pudor geral", à "decência", à "moralidade pública" e aos "bons costumes".

 

A Fundação Dom Luís I junta-se, pelo segundo ano consecutivo, aos Artistas Unidos, para celebrar a obra de grandes poetas nacionais.


Jorge Silva Melo, Lia Gama, Maria João Luís e Catarina Wallenstein, entre outros atores, vão estar na Casa Sommer para dizer "Em Voz Alta" a poesia de autores como Camões, Sophia de Melo Breyner, Natália Correia, Mário Cesariny ou Carlos de Oliveira.


As sessões de Em Voz Alta, os nossos Poetas surgem de uma parceria entre a Fundação Dom Luís I, a Câmara Municipal de Cascais e o grupo de teatro Artistas Unidos. A entrada é gratuita nas sessões que decorrem mensalmente, entre janeiro e dezembro de 2019.


Salvato Teles de Menezes, presidente da Fundação Dom Luís I, salienta: "A Fundação recebe com grande satisfação mais um ano da iniciativa Em Voz Alta, os nossos Poetas. Em 2018, a obra de autores nacionais chegou a vários públicos graças a este projeto dos Artistas Unidos, que se revelou um verdadeiro êxito. Em 2019, apostamos num formato renovado, para que a Poesia portuguesa esteja mais viva do que nunca, agradecendo, desde já, a parceria dos Artistas Unidos e a sua aposta no público do Bairro dos Museus."

 

Jorge Silva Melo, diretor artístico dos Artistas Unidos, realça a importância de a poesia ser dita em voz alta: "Eu gosto de ler em voz alta, eu gosto de ouvir poesia lida pelos atores, elegíaca, irónica, sarcástica, magoada, nostálgica, determinada, voz clara na noite, voz obscura ao contrário do dia. Gosto de poesia, de ver gente, sentir gente à volta das palavras suspensas do poeta."

 

 

 

P r o g r a m a    2019


 

 

 

19 de Janeiro

Poesia erótica portuguesa

(da antologia de Natália Correia)

por Manuel Wiborg e Luís Lucas

 

NATÁLIA CORREIA nasceu na Fajã de Baixo, São Miguel, Açores, a 13 de setembro de 1923. Poetisa, ficcionista, contista, dramaturga, ensaísta, editora, jornalista, cooperativista, deputada à Assembleia da República (primeiro pelo PSD, depois como independente pelo PRD), foi uma das vozes mais proeminentes da literatura e da cultura portuguesas na segunda metade do século xx, tendo resistido energicamente ao Estado Novo e aos radicalismos do pós-25 de Abril. Ecuménica e eclética, filantropa e idealista, anteviu um novo tempo, que garantisse a paz, a dignidade humana, a justiça social e o direito à diferença como raízes indeléveis da democracia. Morreu em Lisboa, a 16 de março de 1993.

 

  

16 de Fevereiro

Carlos de Oliveira

por Luís Lucas e Jorge Silva Melo

 

 

CARLOS DE OLIVEIRA Nasceu em 1921 no Brasil, filho de imigrantes portugueses, mas a família regressou a Portugal quando o poeta tinha 2 anos fixando-se em Cantanhede onde o seu pai exerceu medicina. Em 1933 mudou-se para Coimbra por fim de completar os estudos secundários e universitários licenciando-se em Ciências Histórico-Filosóficas em 1947, com a tese Contribuição para uma estética neorrealista. É precisamente neste período que despertou para a escrita no seio do movimento neorrealista tendo publicado o seu primeiro livro de poesia, intitulado Turismo, em 1942 e o primeiro romance, Casa na Duna no ano seguinte. Em 1948 muda-se para Lisboa vindo a colaborar com várias publicações como a revista Vértice da qual foi diretor. Em 1953 publica o romance Uma Abelha na Chuva considerada uma das obras mais importantes da literatura portuguesa do século XX. Com a publicação do livro de poemas Cantata em 1960, que marcou a evolução do seu discurso poético, os seus trabalhos posteriores foram eleitos entre a poesia portuguesa contemporânea de referência. Em Abril de 1972 estreou o filme Uma Abelha na Chuva de Fernando Lopes, numa adaptação do romance com o mesmo nome. Publicou em 1978 a obra Finisterra considerada como renovadora do romance português. Morreu em Lisboa em 1981.

 

 

25 de Março

José Afonso

por Lia Gama, António Simão e João Meireles

 

JOSÉ AFONSO nasceu em Aveiro em 1929, filho de um magistrado e de uma professora primária. A infância reparte-se entre Aveiro, Angola, Moçambique, Belmonte e Coimbra. Em 1953 grava os primeiros discos, com «Fado das Águias» e outras canções. Em 1960 grava a «Balada de Outono» e regressa a África em 1964 como mestre-escola, experiência que se revelará fundamental na sua formação política. Expulso do ensino por razões políticas, dedica-se mais assiduamente à música e inicia um período de gravações regulares com «Cantares do Andarilho» (1968). Participa activamente no III Congresso da Oposição Democrática, em Aveiro, em Março de 1973 (onde estreia em público «O Que Faz Falta») e envolve-se na acção politica com grupos de vários sectores da Esquerda, desde o PCP à LUAR. Publica «Venham mais Cinco» (73). Em 29 de Março de 1974 participa no Encontro da Canção, no Coliseu dos Recreios, onde a censura não lhe permite cantar mais do que duas canções: «Milho Verde» e «Grândola Vila Morena». Em 1983 realiza os últimos espectáculos, nos coliseus de Lisboa e Porto. Publica o disco «Ao Vivo no Coliseu» e um belíssimo LP de originais, «Como Se Fora Seu Filho». Em 1985 publica o derradeiro disco, «Galinhas do Mato», onde já só dá voz a dois dos temas. Os restantes têm interpretações de Janita Salomé, Helena Vieira, Luís Represas, Né Ladeiras e José Mário Branco. Morreu em Setúbal em 1987.

 

 

13 de Abril

Sophia de Mello Breyner Andresen

por Catarina Wallenstein e Manuel Wiborg

 

SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN Nasceu em 1919 no Porto. Em 1939-1940 estudou Filologia Clássica na Universidade de Lisboa. Publicou os primeiros versos em 1940, nos Cadernos de Poesia. Na sequência do seu casamento com Francisco Sousa Tavares, em 1946, passou a viver em Lisboa. Foi mãe de cinco filhos, para quem começou a escrever contos infantis. Além da literatura infantil, Sophia escreveu também contos, artigos, ensaios e teatro. Traduziu Eurípedes, Shakespeare, Claudel, Dante e, para o francês, alguns poetas portugueses. Em termos cívicos, a escritora caracterizou-se por uma atitude interventiva, tendo denunciado ativamente o regime salazarista e os seus seguidores. Foi ainda fundadora e membro da Comissão Nacional de Apoio aos Presos Políticos. Após o 25 de Abril, foi eleita para a Assembleia Constituinte, em 1975, pelo círculo do Porto, numa lista do Partido Socialista. Com uma linguagem poética quase transparente e íntima, ao mesmo tempo ancorada nos antigos mitos clássicos, Sophia evoca nos seus versos os objetos, as coisas, os seres, os tempos, os mares, os dias. Morreu em 2004 em Lisboa.

 

 

 25 de Maio

Mário Cesariny

por Maria João Luis e Jorge Silva Melo

 

MÁRIO CESARINY Nasceu em lisboa em 1923. Poeta e pintor formou-se na Escola de Artes Decorativas António Arroio, estudou música com Fernando Lopes Graça e frequentou a academia parisiense La Grande Chaumière. É considerado o mais importante poeta do surrealismo português, tendo exercido grande influência na criação do Grupo Surrealista de Lisboa, em 1947, no mesmo ano em que se encontrou com André Breton, facto que marcaria o seu trabalho pictórico e literário. A sua personalidade inquieta e algumas discordâncias ideológicas levariam-no a afastar-se desse grupo e a lançar Os Surrealistas, escrevendo o Manifesto Abjeccionista, com Pedro Dom. Dos primeiros anos da década de 40 datam as suas primeiras pinturas, poemas e desenhos. Após uma breve passagem pelo neo-realismo e de influências de Cesário Verde e do futurismo de Álvaro Campos, é na corrente surrealista que encontra o seu estilo. Defensor e impulsionador de um movimento surrealista em Portugal, Cesariny influenciou diversos artistas portugueses. Morreu em Lisboa em 2006.

 

 

3 de Junho

Poesia infanto-juvenil

 


21 de Setembro

Novíssima poesia portuguesa

MARCOS FOZ e SEBASTIÃO BELFORT CERQUEIRA

por Nuno Gonçalo Rodrigues e Jorge Silva Melo

 


19 de Outubro

Poesia e Música

(Lacerda, Hatherly, Osório, Pessanha, Pessoa, Cochofel,
Sena, José Blanc, Gomes Ferreira, Castro Mendes, Cesariny
)

por Catarina Wallenstein, João Meireles,
Jorge Silva Melo e Nuno Gonçalo Rodrigues

 

 

16 de Novembro

Luís de Camões

por Jorge Silva Melo

 

LUÍS DE CAMÕES Terá nascido em Lisboa em 1524 numa família de pequena nobreza Sobre a sua infância pouco se sabe mas terá recebido uma sólida educação nos moldes clássicos, dominando o latim e conhecendo a literatura e a história antigas e modernas. Pode ter estudado na Universidade de Coimbra, mas não existe registo. Frequentou a corte de D. João III, iniciou a sua carreira como poeta lírico. Diz-se que, por conta de um amor frustrado, se autoexilou em África, alistado como militar, onde perdeu um olho em batalha. Voltando a Portugal, feriu um servo do Paço e foi preso. Perdoado, partiu para o Oriente onde viveu vários anos enfrentando uma série de adversidades, combatendo ao lado das forças portuguesas. Foi neste período que escreveu a sua obra mais conhecida, Os Lusíadas. Morreu em Lisboa em 1580.
Logo após a sua morte a sua obra lírica foi reunida na coletânea Rimas, tendo deixado também três obras de teatro cómico. Camões foi um renovador da língua portuguesa e tornou-se um símbolo da identidade nacional sendo atualmente uma referência para toda a comunidade lusófona internacional.

 

14 de Dezembro

Cancioneiro de Natal de David Mourão Ferreira

por Luís Lucas e Manuel Wiborg

 

DAVID MOURÃO-FERREIRA nasceu em Lisboa, em 1927. Em 1951, licencia-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Autor polifacetado, a sua obra reparte-se pela poesia, pelo ensaio, pela crítica literária, pela tradução, pelo romance, pelo jornalismo. Os seus primeiros poemas são publicados na Seara Nova, na década de 1940, embora seja com a revista Távola Redonda, na década seguinte, que a sua criação poética ganhou fôlego. Os seus poemas Sombra, Maria Lisboa ou Barco Negro ganharam notoriedade ao serem cantados por Amália Rodrigues. Foi ainda Secretário de Estado da Cultura entre 1976 e 1979, dirigiu a Revista Colóquio Letras e foi director do Serviço de Bibliotecas Itinerantes da Calouste Gulbenkian. Morreu em Lisboa, em 1996.

 

 

 

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C A L E N D Á R I O  2 0 1 8


 

Sáb 17 Fevereiro

CAMILO PESSANHA

Jorge Silva Melo, Lia Gama


Sáb 10 Março

DAVID MOURÃO-FERREIRA

António Simão, Luis Lucas


Sáb 14 Abril

GOMES LEAL

Manuel Wiborg


Sáb 12 Maio

HERBERTO HELDER

Lia Gama e Maria João Luís


Sáb 16 Junho

ALEXANDRE O'NEILL

João Meireles, António Simão, Pedro Carraca


Sáb 8 Setembro

ALBERTO DE LACERDA

Jorge Silva Melo, Nuno Gonçalo Rodrigues


Sáb 20 Outubro

GASTÃO CRUZ

Luis Lucas e Nuno Gonçalo Rodrigues


Sáb 17 Novembro

ADOLFO CASAIS MONTEIRO

Luís Lucas e Jorge Silva Melo


Sáb 8 Dezembro

ARMANDO SILVA CARVALHO

Jorge Silva Melo

 

 


CASA SOMMER - AV. DA REPÚBLICA, Nº 132 / 2750 CASCAIS | TEL. 214 815 660

 

 

 

 

 

 

 

 

 Artistas Unidos 750x499

 

Eu gosto de ler em voz alta, eu gosto de ouvir poesia lida pelos actores com quem trabalho, eu gosto de poesia lida para várias pessoas, eu gosto de leituras de poesia, ver gente, sentir gente à volta das palavras suspensas do poeta.

Vamos começar pelo principio: Camilo Pessanha: Eu vi a luz em um país perdido. E ler grandes partes da Clépsidra, livro brevissimo e determinante da poesia portuguesa. Sim, e também aqui se fala do tal capote alentejano com que Pessoa viria a agasalhar um dos seus heterónimos. Sim, estamos na origem da poesia moderna.

Gostamos de ler os poetas, os que desbravam os sentidos desta vida. Sim, vamos começar com "Terceira Idade", livro maior de autor esquecido, Mário Dionísio, poeta, ficcionista, ensaista, autor imprescindível.

Jorge Silva Melo

 

 

 

O S   P O E T A S


 

CAMILO PESSANHA

Lia Gama, Jorge Silva Melo

 

Camilo Pessanha nasceu em Coimbra, em 1867. Foi um dos principais impulsionadores da poesia simbolista em Portugal. No final da década de 1880 publica os seus primeiros poemas, enquanto estudante de Direito na Universidade de Coimbra, recusando a estética romântica vigente. Publicou em jornais e revistas, colaborando em números tais como Atlântida (1915-1920), Ave Azul (1899-1900) e Contemporânea (1915-1926). Foi procurador régio em Mirandela, exerceu advocacia em Óbidos e, em 1894, parte para Macau, onde foi professor de Filosofia. O seu único título publicado em vida, Clepsidra (1920), é considerado um dos grandes livros da poesia portuguesa moderna. Morreu em Macau, em 1926.

 

DAVID MOURÃO-FERREIRA

Luís Lucas e António Simão

 

David Mourão-Ferreira nasceu em Lisboa, em 1927. Em 1951, licencia-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Autor polifacetado, a sua obra reparte-se pela poesia, pelo ensaio, pela crítica literária, pela tradução, pelo romance, pelo jornalismo. Os seus primeiros poemas são publicados na Seara Nova, na década de 1940, embora seja com a revista Távola Redonda, na década seguinte, que a sua criação poética ganha fôlego. Os seus poemas Sombra, Maria Lisboa ou Barco Negro ganharam notoriedade ao serem cantados por Amália Rodrigues. Foi ainda Secretário de Estado da Cultura entre 1976 e 1979, dirigiu a Revista Colóquio Letras e foi director do Serviço de Bibliotecas Itinerantes da Calouste Gulbenkian. Morreu em Lisboa, em 1996.

 

 

GOMES LEAL

Manuel Wiborg e Jorge Silva Melo

 

António Gomes Leal nasceu em Lisboa, em 1848. Frequentou o Curso Superior de Letras, embora não o tenha terminado. Trabalhou como escrevente de notário e colaborou com inúmeros jornais e revistas, tendo publicado a sua primeira obra poética em 1875, intitulada Claridades do Sul. A sua obra literária tem um cariz interventivo, latente sobretudo nos folhetins que publica em jornais ou n'O Espectro do Juvenal, publicação satírica que cria em 1872 com Magalhães Lima, Luciano Cordeiro, entre outros. Os seus poemas estão pejados de uma dimensão decadentista-simbolista, estética característica do final do século XIX. Morre na miséria, em Lisboa, em 1921.

 

HERBERTO HELDER

Lia Gama e Maria João Luís

 

Herberto Helder nasce em 1930, no Funchal. Em 1948 matricula-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, e em 1949 muda-se para a Faculdade de Letras da mesma instituição, para o curso de Filologia Românica sem, no entanto, terminar os seus estudos. Nos anos 50 frequenta o grupo do Café Gelo, dando-se com nomes como Mário Cesariny, Luis Pacheco ou João Vieira. Colaborou em vários periódicos tais como Pirâmide, Távola Redonda, Jornal de Letras e Artes. Publica o seu primeiro livro em 1958, O Amor em Visita e em 1964 organiza o primeiro caderno antológico de poesia experimental com António Aragão, um dos marcos da história da poesia portuguesa. Morreu em Cascais, em 2015.

  

ALEXANDRE O'NEILL

João Meireles, Pedro Carraca e António Simão

 

Alexandre O'Neill nasceu em Lisboa, em 1924. É um dos principais nomes do movimento surrealista português, tendo-se desdobrado nomeadamente em prosa, poesia e tradução, tendo tido ainda actividade na área da publicidade. A partir de 1957 assina colunas em jornais como o Diário de Lisboa ou A Capital, e fez parte da redacção revista literária Almanaque, juntamente com Sebastião Rodrigues, José Cardoso Pires, entre outros. Das suas obras literárias destacam-se Uma coisa em forma de assim (1980), Feira Cabisbaixa (1965) e Poesias Completas (1981 e 1983). Morreu em Lisboa, em 1986.

 

 

ALBERTO DE LACERDA

Nuno Gonçalo Rodrigues e Jorge Silva Melo

 

Alberto de Lacerda nasceu em 1928, na Ilha de Moçambique. Pertencente a uma geração de poetas portugueses que incluía Jorge de Sena, Sophia de Mello Breyner, António Ramos Rosa, Mário Cesariny e Herberto Helder, partiu para Londres no começo da década de 50 e lá se estreou em livro com uma edição bilingue lançada pela casa Allen & Unwin e traduzida pelo autor e o sinólogo Arthur Waley. Foi também a partir de Londres que construiu uma vida cosmopolita que o aproximou de figuras como Edith Sitwell, Cyril Beaumont e Stephen Spender e lhe proporcionou encontros com T.S.Eliot, Evelyn Waugh, Dylan Thomas, entre outros. Leccionou nos Estados Unidos nas Universidades do Texas, em Austin, em Columbia, Nova Iorque e em Boston University. Apaixonado por todas as artes, reuniu uma colecção que deixa em clara evidência a vastidão dos seus interesses culturais, a qualidade do seu gosto pessoal e o vasto alcance das suas amizades. Alberto de Lacerda publicou em vida 13 livros de poesia e mais de mil poemas inéditos. Morreu em Londres, em 2007.

 

GASTÃO CRUZ
Luís Lucas e Nuno Gonçalo Rodrigues


Gastão Cruz nasceu em 1941 em Faro e licenciou-se pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em Filologia Germânica. Poeta e ensaísta português, professor do ensino secundário, o autor exerceu paralelamente, entre 1980 e 1986, a carreira de leitor de Português no King's College de Londres e dirigiu, nos anos 70 a 90, o grupo de teatro Teatro Hoje/Teatro da Graça que ajudou a fundar. Com 19 anos publicou o seu primeiro livro, A Morte Percutiva, no volume coletivo intitulado Poesia 61. Começando por assumir uma escrita experimentalista, Gastão Cruz adotou depois formas clássicas como o soneto e a canção, que refletem bem, desde os anos 1960, a influência de Camões que, aliás, o autor não desmente. Autor de uma obra muito diversa publicou, entre outros, os seguintes títulos: A Morte Percutiva; A Poesia Portuguesa Hoje, 1973; Campânula, 1978; Transe (1960-1990); As Pedras Negras, 1995; Poesia Reunida, 1999; Crateras, 2000 e Óxido, 2016.

 

 

ADOLFO CASAIS MONTEIRO

Luís Lucas e Jorge Silva Melo

 

Adolfo Casais Monteiro nasceu no Porto, em 1908. Em 1933, licencia-se em Ciências Histórico-Filosóficas na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Em 1930 passa a dirigir a revista literária Presença, ao mesmo tempo que reparte a sua actividade enquanto professor no ensino secundário. Em 1937 é afastado da carreira de docente por motivos políticos, o que o leva a fixar-se no mundo literário como autor, tradutor e editor. Da sua autoria destacam-se as obras de poesia Poemas do Tempo Incerto (1934), Canto da nossa agonia (1942), O estrangeiro definitivo (1945), entre outras. Morreu em São Paulo, no Brasil, em 1972.

 

ARMANDO SILVA CARVALHO

Jorge Silva Melo

 

Armando Silva Carvalho nasceu em Óbidos, em 1938. Licenciou-se em Direito, pela Universidade de Lisboa. Para além de advogado, foi professor e jornalista. Em 1959 participou na Antologia de Poesia Universitária ao lado de Ruy Belo, Luiza Neto Jorge, Gastão Cruz, entre outros, e na revista Quadrante, da Associação Académica da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Em 1965 publica Lírica Consumível, o seu primeiro título de poesia. Colaborou com vários periódicos portugueses, nomeadamente o Jornal de Letras, o Diário de Lisboa, a Colóquio Letras. Morreu nas Caldas da Rainha, em 2017.

 

 

O S   L E I T O R E S


 

LIA GAMA Estudou na Escola René Simon em Paris. Trabalhou no Teatro Estúdio de Lisboa, no Teatro Experimental de Cascais, na Casa da Comédia, no Teatro da Cornucópia, no TNDMII, entre outros, em peças de Gorki, J. Jourdheuil, Horvath, Jorge Silva Melo, Benjamino Joppolo, Ricardo Pais, Pirandello, Harold Pinter, Joe Orton, Bertolt Brecht, Jean Anouilh, Ustinov, Y. Jamiacque, Racine, G. Lobato,Natália Correia, Genet, Gombrowicz, Shakespeare, Santareno e P. Shaeffer, etc. Trabalhou com Jorge Listopad, Fernando Gusmão, José Cardoso Pires, João Mota, Norberto Barroca, Carlos Fernando, João Lourenço, entre outros. Nos Artistas Unidos, recentemente, participou em A Voz dos Poetas (2017).

 

MARIA JOÃO LUÍS estreou-se em 1985 n A BARRACA. Trabalhou na Casa da Comédia, Acarte, Malaposta, Comuna, Cornucópia, TNDMII, Teatro do Bairro, TNSJ. Dirige actualmente o Teatro da Terra, sediado em Ponte de Sor. Interpretou várias peças na televisão, assim como séries e novelas. Nos Artistas Unidos participou recentemente em Doce Pássaro da Juventude (2015) e A Noite da Iguana de Tennessee Williams (2017).

 

JORGE SILVA MELO Estudou na FLUL e na London Film School. Estagiou com Giorgio Strehler em Milão e com Peter Stein em Berlin. Fundou o Teatro da Cornucópia em 1973. Fundou em 1995 os Artistas Unidos de que é director artístico.

 

MANUEL WIBORG fez os cursos do IFICT e frequentou a ESTC. Estreou-se no teatro com Amo-te de Abel Neves (enc.: Almeno Gonçalves - Teatro da Cornucópia). Ingressou no Teatro da Malaposta onde trabalhou com Jorge Silva Melo, José Peixoto, Mário Jacques. Trabalhou com Jean Jourdheuil em Germania 3 de Heiner Müller. Trabalhou com Luís Pais em Nada do Outro Mundo de António Cabrita. Traduziu, encenou e interpretou a peça Hotel Orpheu de Gabriel Gbadamosi com Miguel Hurst. No cinema trabalhou com Manuel Mozos, Joaquim Pinto, António Campos e Jorge Silva Melo. Fundou os APA - Actores Produtores Associados para quem dirigiu várias peças. Nos Artistas Unidos participou em várias peças de 1995 a 2010.

 

LUÍS LUCAS frequentou o curso de Teatro do Conservatório Nacional. Estreou-se em 1972 no Teatro da Comuna de que foi um dos membros fundadores. Em França estagiou no Théatre du Soleil e foi assistente de Jean Jourdheuil e Patrice Chéreau. Tem desde então trabalhado com o Teatro da Cornucópia, Osório Mateus, Teatro da Graça, Teatro Nacional D.Maria II. Nos Artistas Unidos participou em Cada dia a cada um a liberdade e o reino (2003) e A Voz dos Poetas (2017).

 

ANTÓNIO SIMÃO tem os cursos do IFICT (1992) e IFP (1994). No teatro trabalhou com Margarida Carpinteiro, António Fonseca, Aldona Skiba-Lickel, Ávila Costa, João Brites, Melinda Eltenton, Filipe Crawford, Joaquim Nicolau, Gil Lefévre-Kiraly, François Berreur, Antonino Solmer, Jean Jourdheuil, Pedro Carraca, João Meireles e João Pedro Mamede. Integra os Artistas Unidos desde 1995, onde trabalhou em mais de 70 espetáculos como actor, encenador, assistente e produtor, tendo participado recentemente em A Estupidez de Rafael Spregelburd e O Cinema de Annie Baker (2017).

 

NUNO GONÇALO RODRIGUES É diplomado pela ESTC. Em 2013 fundou Os Possessos (Rapsódia Batman, 2014; II - A Mentira, 2015; Marcha Invencível, 2017). Nos Artistas Unidos, participou recentemente em A Noite da Iguana, de Tennessee Williams, A Vertigem dos Animais antes do Abate, de Dimítris Dimitriádis e O Grande Dia da Batalha (2017). É, desde 2015, assessor de imprensa nos Artistas Unidos.

 

PEDRO CARRACA trabalhou com António Feio, Clara Andermatt, Luís Miguel Cintra, João Brites, Diogo Dória e Maria do Céu Guerra. Integra os Artistas Unidos desde 1996. Recentemente participou em O Novo Dancing Eléctrico (2016), A Noite da Iguana de Tennessee Williams, O Cinema de Annie Baker e A Vertigem dos Animais Antes do Abate de Dimítris Dimitriádis (2017).

 

JOÃO MEIRELES trabalhou com Luís Varela, Manuel Borralho, Ávila Costa, Adolfo Gutkin, Aldona Skiba-Lickel, José António Pires, o Pogo Teatro e o Teatro Bruto. Integra os Artistas Unidos desde 1995, onde participou, mais recentemente, em A Noite da Iguana de Tennessee Williams e A Vertigem dos Animais Antes do Abate de Dimítris Dimitriádis (2017).

 

 

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