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D O   R E N A S C I M E N T O

 

 

Com a voz Renascimento designa-se na História da Cultura uma nova direcção cultural que se inicia, grosso modo, no século XV. Este vocábulo expressa também a nova época, cujos valores diferem já notavelmente dos do período anterior, a Idade Média.


Do ponto de vista literário, o Renascimento abarca as obras que são produzidas (e os escritores que as produzem) durante parte do século XV, o século XVI e a primeira metade do século XVII. Isto em termos gerais e salvaguardando a especificidade de cada país, pois é difícil e brutal procurar um sincronismo preciso no desenvolvimento das tendências que se manifestam em cada uma das literaturas europeias. Contudo, estas descrevem uma trajectória genérica comum que torna possível agrupá-las sob um mesmo rótulo e identificar os traços essenciais em que todas coincidem.


Esteticamente, o Renascimento contém o retorno à inspiração e aos cânones que enformaram as obras de arte da Antiguidade Clássica (grega e latina), i. e., da Antiguidade entendida como norma e paradigma invariável, base de formação literária e objecto de estudo. Os modelos latinos, se bem que tivessem sido parcialmente conhecidos por alguns homens de cultura medievais, estavam muito longe de serem compreendidos e muito menos venerados com a paixão que é típica do Renascimento. Por outro lado, os modelos gregos tinham sido praticamente desconhecidos na sua integridade, e até a própria utilização do latim ao longo dos séculos medievais é, essencialmente, um uso consuetudinário imposto pela inércia do passado, por falta de outra linguagem mais perfeita e devido à influência universal da Igreja. Mas literariamente o latim cultivado na Idade Média dista muito do latim clássico. Já o Renascimento o quer cultivar como se fosse Cícero a fazê-lo, enquanto no que respeita ao grego se desencadeia pela primeira vez na Europa a sua aprendizagem intensa e fervorosa. Não interessa aqui aprofundar se esta aproximação ao mundo antigo conseguiu ser realmente efectiva, ou seja, se o Renascimento teve a intuição suficiente para penetrar nas entranhas do mundo antigo e avaliar com justeza histórica e crítica a essência do espírito grego e romano. O mais importante é perceber a nunca mais superada paixão que transbordou nesta veneração, o ímpeto criador e a capacidade de entusiasmo que presidem à atitude que o Renascimento exibe perante a Antiguidade, atitude rica em frutos novos e, apesar do seu lado de imitação, originais, que tornam este período opulento e variegado.


A forma literária, menos cuidada durante a Idade Média, é agora objecto da estudiosa solicitude dos escritores. Aguça-se a sensibilidade para a captação e a criação de perfeições estilísticas. Seguindo a orientação dos clássicos, ressuscitam-se os géneros e a métrica, a prosa ambiciona ser de fabrico polido e límpido, procurando imitar os melhores historiadores romanos, além de que a mitologia se instala na mente dos poetas e prosadores que de uma maneira muito sincera se sentem atraídos pelos seus heróis e temas.


Paralelamente, o espírito cristão já não enforma as manifestações artísticas com a força de antes, deixando de ser o eixo da vida total mas apenas uma das suas áreas, facilmente compatível com outras tendências muito distintas e, em certo sentido, contrárias.


O novo espírito renascentista (e a sua difusão) é acompanhado por acontecimentos de índole social e política que colaboram para imprimir uma nova perpectiva a esta época. A difusão da imprensa, o notável aperfeiçoamento das línguas nacionais, que se aproximam da maturidade, a plasmação definitiva da ideia de nacionalidade (por via da instauração de regimes monárquicos absolutistas), o impulso que as ciências recebem e lhes permite emancipar-se da Filosofia e orientar-se para a investigação, são outros factores da vida desta época que se conjugam para produzir o singular clima espiritual, multifacetado e pródigo, que se torna visível na arte e, em especial, na literatura.


Saliente-se que o berço do Renascimento foi necessariamente a Itália, cujo substrato histórico continha mais à flor da pele os germes da antiga civilização clássica. A partir deste país será o movimento difundido pelo resto da Europa em proporção e com intensidade variável de país para país, mas sempre renovando e aumentando as possibilidades das respectivas literaturas.


No diálogo/conferência que decorrerá no próximo dia 10 de Julho, às 21:30 horas, no Espaço Memória dos Exílios (Edifício dos Correios, Estoril), os Profs. Drs. Ana Paula Menino Avelar e Vítor Serrão tratarão o modo como o pensamento sobre o Homem se foi transformando nestes séculos de abertura da Europa ao Mundo.

 

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