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Início Outros Percursos DAS GUERRAS MUNDIAIS

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Durante as duas Grandes Guerras Mundiais terão morrido, entre civis e militares, cerca de 60 milhões de pessoas. O equivalente à totalidade da população que vive actualmente em Espanha e Portugal. Duas tragédias que todos julgam impossível à Humanidade alguma vez repetir. Mas não temos a certeza. Dois conflitos brutais, impiedosos e sangrentos que marcaram o século XX e deixaram, até hoje, muitas feridas por sarar. Não devemos - nem podemos - algumas vez esquecer tão gigantesca barbárie.

 

 

A 1ª Grande Guerra tinha começado havia apenas um mês. Na frente de batalha na Lorena, um soldado francês escrevia uma carta aos seus familiares contando-lhes: "Nós marchamos para a frente; os alemães recuaram. Atravessamos o terreno em que combatemos ontem, crivado de obuses, um triste cenário a observar. Há mortos a cada passo e mal podemos passar por eles sem passar sobre eles, alguns deitados, outros de joelhos, outros sentados e outros que estavam a comer. Os feridos são muitos e, quando vemos que estão quase mortos, nós acabamos o sofrimento a tiros de revólver"

 

 

DA "MAGNA CARTA" À II GUERRA MUNDIAL PARA UMA CULTURA DE HUMANIDADE

CICLO DE DEBATES ORGANIZADOS PELA FUNDAÇÃO D. LUÍS I

 

Ao longo de séculos, tendo em particular destaque os momentos de grandes alterações sociais, políticas, económicas e culturais, procura-se, neste ciclo de debates, dialogar sobre o modo como se foi construindo e vivenciando no espaço europeu uma ideia de indivíduo.


A individualização do humano no seio da comunidade, nas suas múltiplas facetas, nomeadamente nos momentos de profundas convulsões bélicas, será um dos eixos centrais desta aproximação a um passado histórico que construiu e continua a marcar o nosso presente.

 

 

Dias 29, 30 e 31 de Maio de 2015

DAS GUERRAS MUNDIAIS COM A COLABORAÇÃO DA
EMBAIXADA DA FEDERAÇÂO DA RÚSSIA EM PORTUGAL
 
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 Clique na imagem para visualizar convite

 

 

 

Dia 29 de Maio, sexta-feira no Estoril


ESPAÇO MEMÓRIA DOS EXÍLIOS

 

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21h EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIAS «DAS GUERRAS MUNDIAIS»

Inauguração da exposição de fotografias das duas Grandes Guerras, cedidas pela Embaixada da Federação da Rússia, estando prevista a presença de Suas Excelências o Senhor Embaixador Oleg Belous e Senhor Presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras.

Fica patente até 26 de julho de segunda a sexta das 10h às 18h

 

21h45 DEBATE «DAS GUERRAS MUNDIAIS»
Debate sobre as duas Grandes Guerra Mundiais com a participação dos Senhores:
Coronel Carlos Matos Gomes (historiador e escritor)
Professor Doutor António José Telo (Academia Militar)
A palestra será moderada pela Prof. Dra. Ana Paula Menino.

 

 

Dia 30 de Maio Sábado em Cascais


Auditório da CASA DAS HISTÓRIAS PAULA REGO

 

1

 
17h. 
A GRANDE GUERRA/ LA GRANDE GUERRA
(Itália/França – 1959)
 
Realização: Mario Monicelli
Interpretação: Alberto Sordi, Vittorio Gassman,
Silvana Mangano
137 minutos (2h17)

000É preciso ter muita coragem para expor ao ridículo, ao grotesco, as forças armadas de seu próprio país. Mario Monicelli teve-a. Em 1959, a Itália começava a sair do caos e da vergonha em que havia mergulhado durante a Segunda Guerra, para a qual fora arrastada por Mussolini como fidelíssima aliada da Alemanha Nazi. Com esta brilhante superprodução de Dino de Laurentis passada na Primeira Grande Guerra, Monicelli exorcizou fantasmas antigos criando um dos mais virulentos filmes antiguerra de todos os tempos, ao longo do qual o humanismo é perturbador, estupendo, desconcertante. Um dos grandes filmes italianos do Olimpo Cinematográfico, "La Grande Guerra" foi nomeado para o Óscar de melhor filme estrangeiro, em 1960, perdendo contudo para "Orfeu Negro", de Marcel Camus.

 

 

 

 

 

 

 

      

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21h. 
QUANDO PASSAM AS CEGONHAS/ LETYAT ZHURAVLI
(URSS - 1957)
 
Realização: Mikhail Kalatozov
Interpretação: Tatiana Samoilova, Alexsei Batalov
97 minutos (1h37)

000"Quando Passam as Cegonhas" foi distinguido com a Palma de Ouro no Festival de Cannes em 1958 e marcou, na opinião de muitos, o início do cinema pós-estalinista na antiga União Soviética. O filme abre com Veronica (Tayiana Samavlova) e Boris (Alexsev Batalov) passeando pelas ruas de Moscovo de mãos dadas; estão apaixonados e riem de felicidade. No céu passa um bando de cegonhas. Mas a 22 de Junho de 1941 começa, para os Russos, a II Guerra Mundial. Boris alista-se e parte para a frente de batalha que procura conter o avanço das tropas nazis sobre Moscovo. Os meses passam e Veronica não recebe uma única notícia de Boris. "Quando Voam as Cegonhas" é uma incrível experiência que recorda, de forma brilhante, o período mais negro da história da Humanidade feito de lágrimas e derrotas quando o mundo, assolado pela guerra, se calou diante de tanta destruição, tanta dor, tanta injustiça. Durante a 2ª Guerra Mundial, a Rússia perdeu mais de 10 milhões de pessoas, mortos pela guerra, pela fome.

 

 

 

 

Dia 31 de Maio Sábado em Cascais


Auditório da CASA DAS HISTÓRIAS PAULA REGO

 

3

    

4

17h.

VEM E VÊ/ IDI I SMOTRI

(URSS - 1985) 
 
Realização: Elem Klimov
Interpretação: Alexey Kravchenko, Olga Mironova, Lyubomiras Lautsyavitchus
136 minutos (2h16)
000
"Vem e Vê" é, na opinião de muitos, um dos mais impressionantes filmes de guerra jamais realizados. Baseado em factos reais, o filme revela os maiores horrores dos combates travados entre Russos e Alemães na frente oriental da 2ª Guerra Mundial, com a invasão da Bielorrússia, para a qual Hitler tinha ordenado um processo de extermínio de 80% da população. Os restantes seriam deportando para trabalho escravo nos campos de concentração. Vilas e aldeias inteiras foram incendiadas e os seus habitantes chacinados. Durante a ocupação nazi da Bielorrússia terão sido assassinados pelas tropas alemãs mais de 2 milhões de civis

O protagonista do filme é Flyora (Aleksei Kravchenko); um adolescente com cerca de 15 anos que tudo faz para se alistar no movimento cada vez mais poderoso e mais bem organizado de Partisans Soviéticos. No princípio do filme, Flyora é um rapazinho como tantos outros da sua idade. Mas à medida que vai conhecendo o horror das execuções perpetradas pelos Nazis, a sua cara vai-se transfigurando e envelhecendo. As transformações no rosto de Flyora são o espelho da própria guerra, bem como da insuportável intensidade emocional das bárbaras expressões do holocausto na Bielorrússia.
Uma obra-prima do cinema soviético a não perder, absolutamente.

 

 

 

21h.

A QUEDA/ DER UNTERGANG

(Alemanha – 2004) 
 
Realização: Oliver HirschbiegelInterpretação: Bruno Ganz, Alexandra Maria Lara, Ulrich Metthes
156 minutos (2h36)000
 "A Queda" não é certamente um dos melhores filmes da história do Cinema. Mas é (no nosso entender) um bom filme e porventura o mais adequado para encerrar este breve ciclo dedicado à 1ª e 2ª Guerras Mundiais. A premissa é conhecida: a Alemanha Nazi está prestes a perder a guerra e o filme retracta os últimos dez dias da vida de Adolf Hitler, encerrado num bunker de uma Berlim em ruínas, cercada pelos russos e já irremediavelmente perdida.
Sabemos bem que todo o século XX foi extremamente produtivo em termos de barbárie e sanguinolência. Mas em vez de gigantescos heróis, deixou escritos nas páginas da História os nomes de uma vasta galeria de miseráveis vilões. Hitler está, sem sombra de dúvida, no topo desse pedestal da crueldade. Talvez seja por isso que "A Queda" se transforma num filme surpreendente, que nos dá uma extraordinária imagem do homem fanático, irascível, megalomaníaco, cruel, paranóico e inclemente ao mesmo tempo que, por momentos, consegue mostrá-lo afável com o pequeno grupo dos seus mais incondicionais seguidores militares e colaboradores civis que o acompanham nos últimos 10 dias da sua vida, fechados no bunker onde irá suicidar-se o homem que escreveu as páginas mais cruéis da história da humanidade.
O filme é trágico, claustrofóbico e tenso do início ao fim. E o desempenho de Bruno Ganz é brilhante, sendo quase assustadora a semelhança que o actor austríaco consegue criar do ditador original

 

 

 

 

 

 

 

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