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XXL herberto

 

HERBERTO HELDER: MITO E REALIDADE

 Auditório do Centro Cultural de Cascais | 5 de Dezembro | 16h

 

Ana Padrão (Leitura de poemas)

Fernando J. B. Martinho

Gastão Cruz

José Manuel de Vasconcelos

Júlio Conrado

Maria Estela Guedes

Miguel Viqueira

Salvato Teles de Menezes

 


 

Morreu Herberto Helder, poeta avesso a homenagens, que de si e do mundo só falou, muitas vezes cripticamente, através da sua produção poética. Por isso, para aqui o recordar, cita-se um excerto do texto que o poeta, ensaísta e professor Manuel Gusmão permitiu que fosse incluído no número 10 (Maio, 2005) da extinta revista Boca do Inferno em que se homenageiam os dois poetas portugueses que muitos consideram ser os maiores do nosso tempo: Carlos de Oliveira e Herberto Helder.

Nesse brilhante ensaio, intitulado Carlos de Oliveira e Herberto Helder ao encontro do encontro, escreve Manuel Gusmão:
«Em Herberto Helder, a poesia é a da palavra que participa celebratória e nocturnamente das "metamorfoses da carne no esquema orgânico da matéria" (Helder, 1985, p. 7), a palavra suscitadora e augural que fragmenta e caotiza o corpo, o mundo e as suas imagens. Fala Herberto daquela "inteligência que aparelha o caos em relações sensíveis de elementos" (ibidem). Depois da tentativa desesperada da invenção de um corpo amoroso em Rimbaud, e das perturbações tectónicas do refazer do corpo próprio em Artaud, Herberto é o grande poeta que une nas transmutações reversíveis o corpo amoroso e escrevente e o cosmos que seria o corpo não-orgânico dos humanos.»


A Fundação D. Luís I organiza no Auditório do Centro Cultural de Cascais, às 16 horas do dia 5 Dezembro, uma celebração do poeta e da sua obra intitulada Herberto Helder: Realidade e Mito, com a participação de Estela Guedes, Fernando Martinho, Gastão Cruz, Júlio Conrado e Salvato Teles de Menezes. A actriz Ana Padrão lerá poemas do homenageado.

 

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Ana Padrão (Lisboa, 1967)

Ana Padrão é actriz e encenadora. O rosto de rara beleza, que os portugueses conhecem agora sobretudo pela sua participação em telenovelas, é imagem de marca de uma intérprete excepcional que trabalhou com os mais renomados cineastas da nossa contemporaneidade: de José Fonseca e Costa a João César Monteiro, de Jorge Silva Melo a António Pedro Vasconcelos, de Fernando Lopes a Joaquim Leitão, entre outros. Formada pela Escola de Teatro e Cinema, depressa se impôs como actriz de grande talento compositivo. A constância com que frequenta ecrãs e palcos ilustra bem as razões pelas quais é solicitada para desempenhar papéis que exijam grande profissionalismo e ductilidade interpretativa. Qualidades copiosamente demonstradas, de resto, em memoráveis actuações tanto no teatro como no cinema.
Ana Padrão aceitou ler poemas de Herberto Helder nesta sessão, apesar da sua sobrecarregada agenda.

 

Fernando J.B. Martinho (Portalegre,1938)

Escritor. Ensaísta. Poeta. Professor aposentado da Faculdade de Letras de Lisboa. Foi Leitor de Português nas Faculdades de Bristol e Califórnia, em Santa Bárbara. Os seus trabalhos têm incidido especialmente sobre a Poesia Portuguesa Contemporânea. Tem colaboração dispersa por revistas e colectâneas portuguesas e estrangeiras. Foi presidente do Centro Português da Associação Internacional dos Críticos Literários e Vice-Presidente Internacional da mesma Associação sedeada em Paris, na última década do século passado. Obras principais: Pessoa e a Moderna Poesia Portuguesa (1991,2ª ed.), Pessoa e os Surrealistas, 1988; Mário de Sá-Carneiro e o(s) Outro(s) 1990; Tendências Dominantes da Poesia Portuguesa da Década de 50,2ª ed. 2013 (tese de doutoramento em 1991). Coordenou o volume Literatura Portuguesa do século XX para o Instituto Camões, sendo igualmente da sua autoria o ensaio aí incluído respeitante a Poesia. Recebeu o Prémio Pen Clube de Ensaio em 1996. Como poeta publicou apenas dois livros: Resposta a Rorschach e Razão Sombria.

 

Gastão Cruz (Faro,1941)

Poeta, ensaísta e crítico. Formado em Filologia Germânica pela Universidade de Lisboa, foi professor do ensino secundário e, entre 1980 e 1986, Leitor de Português no King's College, em Londres. Como poeta o seu nome aparece associado à criação da Poesia 61, movimento em que emparceirou com Casimiro de Brito, Luísa Neto Jorge, Maria Tereza Horta e Fiama Hasse Pais Brandão. Como crítico literário colaborou em vários jornais e revistas durante os anos sessenta, colaboração reunida em volume sob o título de A Poesia Portuguesa Hoje (1973), livro que se considera de consulta obrigatória para os estudiosos do tema. Ligado à actividade teatral, foi um dos fundadores do Grupo de Teatro Hoje, para o qual encenou peças de vários autores de referência. Também esteve na criação do Grupo de Teatro de Letras, em 1965. Como tradutor verteu para português obras de William Blake, Cocteau e Shakespeare, entre outros. A sua obra Rua de Portugal foi distinguida com o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores em 2004 e em 2009 o livro A Moeda do Tempo foi contemplado com o prémio Correntes de Escritas na Póvoa de Varzim.

 

José Manuel de Vasconcelos (Lisboa,1949)

É licenciado em Direito e exerce a advocacia. Poeta, ensaísta, tradutor, publicou vários livros de poesia, bem como textos ensaísticos e críticos sobre literatura, tradução e artes plásticas. Tem colaboração dispersa pelas principais revistas literárias e jornais portugueses. Traduziu poetas como Federico Garcia Lorca, Eugenio Montale e Umberto Saba. É membro da direcção da Associação Portuguesa de Escritores, presidente do Conselho Fiscal do Pen Clube Português e colaborador do Osservatorio Permanente Sugli Studi Pavesiani nel Mondo. Tem poemas traduzidos em espanhol, francês, italiano, alemão e inglês.

 

Júlio Conrado (Olhão, 1936)

É autor de uma obra dispersa por vinte e cinco livros, onze dos quais romances. Ocasionalmente escreveu poesia e teatro. Exerceu crítica literária nas revistas Colóquio Letras, Latitudes (Cahiers Lusophones) e Vida Mundial, e nos Jornais Diário Popular, Jornal de Notícias, Jornal de Letras, O Século e Diário de Lisboa, entre outros. Participou, como jurado, na atribuição de prémios literários importantes. Fez parte dos corpos sociais de Associação Portuguesa de Escritores, Centro Português da Associação Internacional dos Críticos Literários, Pen Clube Português e Associação Portuguesa dos Críticos Literários. Foi director-executivo da Fundação D.Luís I, de Cascais (1996-2013), sendo actualmente membro do Conselho da Fundação. Em 2006 foi-lhe atribuído o Prémio Vergílio Ferreira /Município de Gouveia pelo romance Estação Ardente. É colaborador regular da Revista A Página da Educação, do Porto, e de TRIPLOV, revista on line dirigida por Maria Estela Guedes. Trabalhos seus estão traduzidos em francês, inglês, húngaro, alemão e grego. Uma antologia de textos de sua autoria foi editada no Brasil em 2010.

 

Miguel Viqueira (Coimbra,1952)

Miguel Viqueira é um escritor bilingue de naturalidade portuguesa mas de nacionalidade espanhola. De pais espanhóis, fez todos os seus estudos em Madrid, onde se diplomou em Cinema pela Escuela Oficial de Cinematografia e se licenciou em Filologia e Linguística Hispânica pela Universidade Complutense. Vive e trabalha em Lisboa, em cuja universidade é professor de espanhol. O seu trabalho literário dispersa-se por tradução (de autores portugueses em Espanha, de autores espanhóis em Portugal), mas quanto a obra própria destacam-se os seus romances Concerto para Violoncelo, Praiabela, O efeito Boomerang e o Sanatório de Cascais, este último um fabuloso divertimento em torno da condição fantasmática de Fernando Pessoa, que regressa ao mundo dos vivos para delegar num dos maiores poetas portugueses a incumbência de redigir por ele o romance que não fora capaz de escrever enquanto por cá andou. De desfecho hilariante a culminar um rosário de peripécias extraordinárias este livro demonstra também o grande apreço de Viqueira pela obra literária de Fernando Pessoa.

 

Maria Estela Guedes (Britiande, 1947)

Maria Estela Guedes, brilhante ensaísta e crítica, mas também ficcionista, dramaturga e poeta, é uma das individualidades do nosso meio cultural que mais e melhor persistiram no acompanhamento, interpretação e divulgação, ao longo dos anos, da escrita literária de Herberto Helder.
Uma pesquisa no site/revista TRIPLOV, de que foi fundadora e é directora, deixa-nos perante o "retrato" dessa impressionante fidelidade ao estudo daquele que é bem um imponente edifício poético. Jamais se atemorizou ou desmotivou ao ter de enfrentar as dificuldades inerentes à magnitude do desafio. Em momentos fundamentais – um ensaio de dez páginas sob o título Viagem e Utopia em Herberto Helder na prestigiada revista Colóquio Letras, da Fundação Gulbenkian nº46 (Nov 1978), e o livro, hoje um clássico, intitulado Herberto Helder, Poeta Obscuro, (1979) bem como o comentário ao último livro de Herberto Helder, A Morte sem Mestre (2014) – cumpriu escrupulosamente a tarefa que se impôs de não descurar a análise das especificidades da obra herbertiana, abordando esta dos mais diversos pontos de vista.

 

Salvato Teles de Menezes (Covas, Vila Nova de Cerveira, 1949)

Licenciatura em Filologia Germânica. Especialista em Literaturas e Culturas Norte-Americana e Inglesa, áreas em que leccionou na Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, bem como Teoria da Literatura. Após obtenção do doutoramento em English Studies (Boston 1980), Salvato Teles de Menezes exerceu também docência em História da Narrativa Ocidental. Consolidou sólida reputação de tradutor, complementarmente a uma actividade de conselheiro em várias editoras. Traduziu obras de Jorge Luís Borges, Camilo José Cela, Torrente Ballester, Javier Marias, Cabrera Infante, John dos Passos, W. Shakespeare, V. Nabokov, Woody Allen, Peter Bogdanovitch, Vargas Llosa, Saul Bellow, J. D. Salinger, entre muitos outros. Poeta de acentuado cunho romântico, publicou A Parede do Céu e A/Cm.a, mas tem revelado ultimamente tendência para a crónica, género que cultiva com regularidade.
Foi Vice-Presidente e Presidente do Instituto de Arte Cinematográfica e Audiovisual, em cuja qualidade representou Portugal em programas europeus para o sector e festivais de cinema mundiais, onde conheceu actores, actrizes e realizadores de craveira internacional, alguns dos quais vieram a Portugal a convite seu, designadamente quando foi Director de Programação do Festival de Cinema de Troia e do Festival de Cinema Digital de Lisboa.
Está à frente da Fundação D. Luís I desde 1996, primeiro como Administrador Delegado e agora como Director Delegado e Presidente da Instituição.

 

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