Frontpage Slideshow (version 2.0.0) - Copyright © 2006-2008 by JoomlaWorks
DIOGO MUÑOZ

Exposição Factotum

7 de junho a 14 de setembro de 2014

xxl MUÑOZ 750x250

Na sua produção mais recente Diogo Muñoz desenvolveu um percurso de procura, que o levou a atingir um repertório de temáticas e imagens que remetem para a cultura Pop, assim como para ícones da história da arte. É aqui que, no espaço da tela, se sucedem cenários e personagens que trasladados da realidade histórica entram no presente da tela, no presente do pintor, gerando um "pastiche" de anacronismos imagéticos.
Diogo Muñoz apresenta uma imagem que atravessa e cruza os estratos da história até assumir a aparência do nosso presente.

 

P1570920 370x208 P1580003 370x208
P1570947 370x208 P1570919 370x208
P1580099 370x208 P1570991 370x208
P1580104-001 370x208 P1580073 370x208

 


 

 

fotografia 1 350x264            fotografia 2 350x261

 

Diogo Muñoz. O tempo da arte.

 

« Di fronte all'immagine dobbiammo riconoscere che essa ci sopravvivrà,
che siamo noi l'elemento passegero, que é l'immagine l'elemento futuro.»
Georges Didi-Huberman

 

Já afirmado a nível internacional, Diogo Muñoz pode ser definido como um artista completo, capaz de dominar a pintura em todas as suas formas e géneros. Grande retratista e pintor hiper-realista ocasional, a arte de Diogo é ainda, e sobretudo, génio criativo.
Falar da sua obra é falar de um mundo à parte, de um universo quase literário, feito de protagonistas e figurantes, de côr, imagens e símbolos, que remetem tanto à realidade histórica como ao imaginário colectivo, tanto à memória como à criatividade pura do artista. Aquela de Diogo Muñoz é uma pintura culta, refinada e extremamente atenta a
todos os detalhes. A sua maturidade artística é facilmente reconhecível quer no seu virtuosismo pictórico que consente que jogue com ilusões hiper-realistas dignas de um mestre tardo-barroco -seja na fantasia inventiva, através da qual dá sinal de uma liberdade intelectual e expressiva, que torna a sua arte única e fortemente reconhecível.
Na sua produção mais recente Diogo desenvolveu um percurso de procura, que o levou a atingir um repertório de temáticas e imagens que remetem à cultura Pop assim como a ícones da história da arte. É aqui que, no espaço da tela, se sucedem cenários e personagens que trasladados da realidade histórica entram no presente da tela, no presente do pintor. Mestres do passado como Velasquez e Picasso dialogam com os ícones pop do nosso tempo, aqueles da BD e das revistas ilustradas, criando um vórtice temporal no qual a cultura alta se mescla com aquela das massas, da televisão, do espectáculo, gerando um "pastiche" de anacronismos imagéticos.
Sintoma da actual perda de perspectiva do presente, da massificação e desvalorização do significado, o seu olhar frequentemente irónico, por vezes sarcástico, reflete uma sociedade, a ocidental, saturada de estímulos, que reduz a cultura a produto cultural e, ao mesmo tempo, a priva de verdadeiros pontos de referência. Os protagonistas dos seus quadros, reduzidos a ícones e a ídolos, falam desta "essência". Todavia, no momento em que tais personagens são esvaziados do seu significado comum, são libertados do seu rígido simbolismo para adquirir nova vida através da recontextualização espacio-temporal que lhes imprime o quadro.
A aproximação crítico-arqueológica à iconológica ocorre não no passado histórico Mas naquele da memória pessoal e colectiva. Na realidade, acima das imagens e ícones históricos e a sua pintura, está a expressão da memória mais do que a do passado.
A memória é algo de inefávelmente humano e a capacidade única de tocar e manipular o tempo. A memória não é "o tempo da data", mas aquilo que depura o passado da sua exactidão; essa é psíquica no seu processo e anacrónica nos seus efeitos de montagem.
"Diante de uma imagem encontramo-nos sempre diante do tempo" escreve o histórico e filósofo francês Didi-Huberman, e assim funciona Diogo Muñoz, induzindo a uma profunda reflexão do seu tempo. Partindo desta premissa, observando uma obra de Diogo Muñoz, é possível por qualquer sujeito representado tomar em consideração pelo menos quatro tempos distintos: o tempo histórico do personagem ou do evento retratado; aquele no qual foi representado ou fotografado pelo artista X na cópia original; o tempo do olhar contemporâneo do artista Muñoz, e finalmente a contingência do espectador que observa, hic et nunc, o quadro.
Tal experiência leva o espectador a considerar que a imagem que se lhe depara, por quanto antiga que possa ser, não se esgota num tempo circunscrito, mas continua a reconfigurar-se num tempo mais amplo que apenas é imaginável numa construção da memória.
Diogo Muñoz apresenta uma imagem que atravessa e cruza os estratos da história até assumir a aparência do nosso presente. Ainda que nos seus quadros faça frequentemente a evocação às grandes obras do passado, tanto artísticas como literárias, Diogo Muñoz é um dos artistas mais contemporâneos do seu tempo e insere- se, a título pleno, no desenvolvimento da tendência pós-modernista.

 

Florença, Setembro de 2012

Giada Rodani, curadora e crítica de arte.

 

 


 convite face DIOGO 370x247

Clique na Imagem para Visualizar Convite

 

 

Agenda

<<  Novembro 2019  >>
 Se  Te  Qu  Qu  Se  Sá  Do 
      1  2  3
  4  5  6  7  8  910
11121314151617
18192021222324
252627282930