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SCALING UP FROM TO GLOBAL

1 de Novembro de 2013 - Auditório do Centro cultural de Cascais
  

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No âmbito do Projecto Europeu Lifelong Learning Erasmus Intensive Programmes (IP) para o desenvolvimento de Empreendedorismo Sustentável na EU, realizou-se no Centro Cultural de Cascais, com o apoio da Câmara Municipal de Cascais e da Fundação D. Luis I, um seminário denominado Scaling Up from Local to Global onde foi discutida a forma mais eficaz de disseminar saberes a nível global através da aprendizagem e aquisição de conhecimentos técnico-científicos, da simulação e observação das melhores práticas empresariais e do intercambio e contacto com empresários e casos reais de negócio genuinamente locais (regionais).

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A intenção é que alunos oriundos dos países de origem da rede universitária em consórcio venham a trabalhar com empresários de escala regional cujos negócios possuam vantagens comparativas distintivas através dos seus conhecimento e saberes regionais. Pretende-se desenvolver estratégias de internacionalização dos negócios e de crescimento sustentado, prioritariamente nas regiões dos países em dificuldades económicas (i.e. Portugal, Espanha, Grécia, Irlanda, etc.), criando assim um motor de raiz de dinamização económica, social e de geração de emprego na União Europeia

 

 

 

 Intervenção inicial de boas vindas do Presidente da Câmara Municipal de Cascais e da Fundação D. Luís I


 

Sr. Administrador da Fundação D. Luís I, Professor Salvato Teles de Menezes,

Senhores organizadores deste Encontro Internacional,

Senhoras e senhores convidados,

É com muita satisfação que Cascais vos acolhe para este Encontro Internacional inserido no Projeto Europeu Lifelong Learning Erasmus Intensive Programmes.

E devo dizer, com uma ponta de vaidade, que não poderiam ter feito uma escolha melhor.

Como diz a nossa assinatura promocional, Cascais é um lugar com mil e uma sensações.
Podia dar-lhes por isso mil e uma razões para terem vindo para Cascais. Todas, certamente, isentas.
Mas vou apenas falar-lhes de três razões. Aquelas que penso serem as principais para aqui estarem connosco.

A primeira razão é que Cascais é um concelho extraordinário.

Há séculos, os romanos andaram por cá. Depois deles vieram os Árabes e muitos outros até os portugueses fazerem desta a sua terra.

Uma terra que começou por ser a casa de gente humilde mas que viria a tornar-se, contra o destino que lhe tinham traçado, uma vila da realeza nacional e internacional.

Ao ponto de, durante a segunda guerra mundial, termos tido mais reis sem coroa do que hotéis de cinco estrelas.

Por aqui passaram diplomatas e espiões, por aqui passaram artistas e escritores.

Homens que fugiam de uma Europa em guerra e todos se sentiram em casa, aqui em Cascais, seduzidos pela atmosfera de liberdade e de tolerância que nos anima e nos move.

É este cosmopolitismo que marca a nossa identidade.
Uma identidade que se renova, orgulhosa, de geração em geração.
Uma identidade que é cuidada por todos os cascalenses e que, por ser genuína, tradicional, seduz quem nos visita.
Uma identidade que conta a história deste somatório de 650 anos de vida em comunidade, efeméride que celebramos em 2014, e que não muda ao sabor de modas ou de caprichos.

Isto leva-me à segunda razão: Cascais é um concelho pessoas extraordinárias. Pessoas que, por piores que sejam as circunstâncias do seu país, não desanimam nem deixam cair os braços.

Cascais é a família daquele tipo de gente empreendedora e resiliente, descendente dos velhos marinheiros que cruzaram estes mares, e que sabe que seguindo sempre as mesmas rotas e os mesmos mapas acabaremos sempre por chegar aos mesmos destinos.

Por termos feito parte da globalização – foi deste mar aqui em frente, porta de saída do Tejo, que partiram os marinheiros portugueses para dar novos mundos ao mundo – sabemos bem qual deve ser o nosso lugar na aldeia global.

A terceira razão, também ela ligada às anteriores, é que aqui em Cascais adoramos uma boa discussão.

Temos aliás a tradição de receber e participar em alguns dos mais importantes debates da atualidade.

Como as Conferências do Estoril, que foram criadas precisamente para responder a um desafio: Desafios Globais, Respostas Locais.

Curiosamente é também o tema que aqui vai ser discutido: do Local para o Global.

É por ai que eu gostava de ir com alguns breves comentários.

Até porque é um tema da minha preferência política e intelectual.

Fui eleito recentemente para um novo mandato á frente da Câmara Municipal.

E, ao contrário do que fazem todos os políticos, não apresentei um programa eleitoral.

Porque os tempos não estão para grandes planos centralizados, apresentei uma ambição alicerçada numa estratégia.

A ambição de fazer de Cascais o melhor lugar para viver um dia ou uma vida inteira.

Para chegarmos a essa ambição de excelência partimos do reconhecimento de que aqui em Cascais não queremos nem podemos fazer tudo bem feito.

Mas queremos e podemos fazer poucas coisas melhor do que ninguém.

A nós, decisores políticos, cabe apenas um papel de definição estratégica que potencie o que de melhor temos nos nossos territórios escapando ao espírito uniformizador da globalização.

Foi isso que fizemos, numa primeira fase, preservando o nosso património edificado, estimulando as nossas experiências, protegendo o nosso Mar e o nosso Parque Natural.

Garantido isto, num segundo momento, partimos para a promoção interna e externa das marcas Cascais e Estoril captando grandes eventos.

Eventos que (re)posicionam o concelho no mapa turístico global.

Acrescento: criamos condições para criar mais emprego e mais valor.
Dito de outra forma, a nossa visão para Cascais não ambicionou criar linhas de montagem, mas sim cadeias de valor.

Porque as linhas de montagem pressupõem um produto. E um produto pode ser replicável em qualquer lado do mundo. Provavelmente mais barato.

Por isso, apostamos sim na criação de cadeias de valor que têm na sua base experiências e sensações irrepetíveis.

Dou dois exemplos: Cascais é hoje a capital europeia do Surf e prova disso mesmo são os grandes eventos que durante todo o mês de outubro fomos recebendo por aqui.

Qualquer surfista pode apanhar ondas numa qualquer praia do mundo.

Mas fazê-lo em Cascais, atendendo à visibilidade que o nosso destino ganhou à custa da promoção da identidade específica que fomos capazes de trabalhar, transformou-se numa experiência única.

Do mesmo modo, não há hoje velejador que não queira passar por Cascais, um dos melhores campos de regatas do mundo. Isso deveu-se à projeção da nossa identidade que conseguimos à custa de eventos como a America's Cup.

Por mais que os nossos competidores se esforcem, surfar uma onda de Cascais ou velejar na nossa baía é um produto único que mais ninguém será capaz de repetir.

Isto são cadeias de valor criadas e instaladas, que não podem ser deslocalizadas para onde a mão-de-obra é mais barata, e que são responsáveis, no nosso território, pela geração de prosperidade e bem-estar.

É este o caminho que vamos continuar a seguir: ser competitivos sem nos massificarmos.

É isto que nos faz ganhar o verdadeiro campeonato da atração - e aqui não falo apenas de turistas: falo de atração de investimento estrangeiro e do talento internacional.

A nossa resposta aos efeitos da globalização é, por isso, muito simples.
À uniformidade, nós respondemos com diferenciação.
À massificação, nós respondemos com distinção.
Á vulgarização, temos de responder com o extraordinário e com a excelência.
À globalização nós respondemos com a glocalização.

Não, não julguem que me enganei.

A resposta à globalização é a glocalização: trocar o B, pelo C. A simplicidade semântica encerra um universo de diferenças conceptuais.

É a diferença entre ser um agente ativo ou passivo no mundo.
É a diferença entre sermos apenas mais um ou sermos aquele que tem algo de especial.
É, no fundo, a diferença entre quem arrisca apostar na diferença, no extraordinário.

Apostar na diferença significa reforçar os valores que formam a nossa identidade e a nossa cultura.
E quanto mais vincarmos essa diferença, mais seremos capazes de gerar atratividade, e gerando atratividade somos mais competitivos.

Competitivos ao ponto de, como nos orientam os pensamentos de Richard Flórida ou mesmo Alvin Toffler, não sermos apenas mais um jogador na competição mas de sermos nós a criar os próprios termos da competição.

É este reconhecimento da diferença e reforço dessa diferença, que vai dar início a um círculo virtuoso em que diferença gera valor, valor alimenta o crescimento, crescimento gera riqueza e riqueza cria postos de trabalho.

Acredito, sinceramente, que pela nossa natureza e pela nossa história, os portugueses são um dos povos mais capazes de se afirmarem neste novo movimento que é a Glocalização.

Glocalização que, aplicada aos temas que aqui irão debater, encontra as pontes de união nas indústrias criativas e culturais, na gastronomia e no bem receber, bem como na captação, fixação e desenvolvimento de um ambiente de talento e de criatividade capaz de potenciar este verdadeiro motor económico e de crescimento.

Importa, por isso, por a glocalização em prática.

Materializar a glocalização, é não regatear responsabilidades e é chamar ao nosso nível de decisão – ao nível mais próximo de decisão – políticas que estão na alçada do estado central.
Outra forma de materializar a glocalização, passa pela inevitável captação de capital humano: atraindo academias de saber, academias de pensar, academias de inovar, academias de criar. Ou, dito de outra forma, atrair consumidores e produtores de todos nos nichos.

A materialização da glocalização, mais do que um processo, é um movimento em curso que pressupõe revoluções. Revoluções culturais, comportamentais e sociais. Uma revolução no sentido de uma cultura glocal: do local para o global.

Uma revolução nos ensine a lidar com o risco, que elimine a aversão pelo falhanço. Uma revolução que estimule a aventura, a descoberta e a imaginação.

Caras e caros amigos,
A afirmação da glocalização é uma viagem tão difícil como desafiadora.
A partir de Cascais para o mundo, é para essa viagem que vos convidamos a participar com o vosso conhecimento, com a vossa experiência com o vosso espírito crítico.

Sejam pois e uma vez mais muito bem-vindos e sintam-se na vossa casa.
Obrigado!


 

 

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