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Celebrando os 450 anos do nascimento de William Shakespeare, a Fundação D. Luís I vai apresentar nos auditórios do Centro Cultural de Cascais e da Casa das Histórias Paula Rego uma iniciativa que engloba excertos de árias de ópera, declamação de sonetos, representação da Cena V do Acto 1º de HAMLET, traduzida em 1877 pelo Rei D. Luís I, patrono da Fundação, e projecção de filmes, enquadrando um conjunto de 6 palestras pronunciadas por alguns dos mais ilustres estudiosos portugueses da vasta obra do bardo inglês.


A programação do Ciclo foi a seguinte:

 

Dia 3 de outubro | Auditório do Centro Cultural de Cascais


 

CANTO LÍRICO

 

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• Direcção artística do Maestro JOÃO PAULO SANTOS, Director Musical de Cena do Teatro Nacional de São Carlos.

As árias forão interpretadas pela Soprano SÓNIA ALCOBAÇA e pelo Pianista NUNO LOPES.

Repertório:
• Nun eilt herbei, Witz, heitre Laune (Die lustigen Weiber von Windsor), 1948, de OTTO NICOLAI
• Assisa a pié d'un salice... Deh calma, o Ciel, nel sonno (Otello), 1816, de GIOACHINO ROSSINI
• Mia Madre aveva una povera ancella... Ave Maria (Otello), 1887, de GIUSEPPE VERDI
• Dieu! Quel frisson court dans mes veines? (Romeu e Julieta), 1867, de CHARLES GOUNOD

 

CONFERÊNCIA

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I - O Rei, o Prisioneiro, o Professor: três capítulos da receção de Shakespeare em Portugal
por RUI CARVALHO HOMEM
Professor Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Presidente da European Shakespeare Research Association.

II - Otelo de Verdi numa encenação de Walter Felsenstein (1969)
por MÁRIO VIEIRA DE CARVALHO
Professor Catedrático na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Presidente do Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical.

 

Dia 4 de outubro| Auditório da Casa das Histórias Paula Rego


 

FILME 

• MERCADOR DE VENEZA (2004), de Michael Radford, com Al Pacino, Jeremy Irons, Lynn Collins e Joseph Fiennes (138 minutos).

 

TEATRO

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• Excerto da peça HAMLET (Acto 1º, Cena V), em tradução (1877) do Rei D. Luís, interpretado por alunos da Escola Profissional de Teatro de Cascais.

 

 CONFERÊNCIA

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O Presidente da Câmara Municipal de Cascais, Dr. Carlos Carreiras, presidiu a esta sessão.

III – Recriar Shakespeare na Cena Portuguesa
por MARIA HELENA SERÔDIO
Professora Catedrática da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Presidente da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro.

IV - Conversa sobre uma viagem fantástica ao universo de Hamlet, Sophia e Fernando Moser
por CARLOS AVILEZ
Encenador. Fundador do Teatro Experimental de Cascais em 1965.

 

FILME

• TITUS (1999), de Julie Taymor, com Anthony Hopkins, Jessica Lange, Alan Cumming e James Frain (162 minutos)

 

Dia 5 de Outubro | Auditório da Casa das Histórias Paula Rego


 

FILME

 • FALSTAFF – AS BADALADAS DA MEIA-NOITE (1965), de Orson Welles, com Jeanne Moreau, John Gielgud e Orson Welles (113 minutos)

 

POESIA

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• 7 Sonetos de William Shakespeare, ditos por ANA PADRÃO, LARA BEIRÃO DA VEIGA e VALERIE BRADDELL (Sonetos nº 7, 18, 28, 59, 73, 97 e 146): versão original e traduções de Carlos de Oliveira, Vasco Graça Moura e Salvato Teles de Menezes.

 

CONFERÊNCIA

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V - Dois poetas ao encontro de um poeta. Carlos de Oliveira e Vasco Graça Moura e a poesia de William Shakespeare
por MÁRIO AVELAR
Professor Catedrático na Universidade Aberta. É autor de "O Essencial de William Shakespeare" (2012)

VI - A originalidade de Shakespeare,
por ANTÓNIO FEIJÓ
Professor Catedrático na Faculdade de Letras de Lisboa. Vice-Reitor da Universidade de Lisboa.

 

OS FILMES


 

 

     O MERCADOR DE VENEZA

     (2004) De MICHAEL RADFORD,

     com Com Al Pacino, Jeremy Irons, Joseph Fiennes (138 minutos) 

    TITUS

     (1999) De JULIE TAYMOR,

     com Anthony Hopkins, Jessica Lange, Alan Cumming (162 minutos)

    FALSTAFF - AS BADALADAS DA MEIA-NOITE

     (1965) de ORSON WELLES,

     com Jeanne Moreau, John Gielgud, Orson Welles (113 minutos)

 

 

INICIATIVAS COMPLEMENTARES


Dia 20 de Setembro, às 22h00 | Auditório Fernando Lopes Graça | Parque Palmela

ROMEU E JULIETA – ENCONTRO DESENCONTRO
Apresentado pela Companhia de Dança Contemporânea de Évora
Direcção e Coreografia: Benvindo da Fonseca
Cenografia: Carmo Garcia
Vídeo: Lourenço Viana
Intérpretes: Nélia Pinheiro e Emílio Cervelló
Música: César Viana
«O clássico de W. Shakespeare e S. Prokofiev é o pretexto para falar do mundo enigmático das emoções, da paixão, do incognoscível, do momento que juntou as duas personagens, assim como o amor incompreendido e impedido por terceiros, em que muitos de nós encontramos identificação.»
Entrada livre

 

Sexta-feira, dia 3, às 10h00 e às 14h30 |  Museu do Mar – Rei D. Carlos

O Museu do Mar Rei D. Carlos apresenta uma peça de teatro em Luz Negra, baseada no clássico Romeu e Julieta, adaptada aos dias de hoje e transposta para o mundo marinho. A peça desenrola-se "no fundo do mar", principalmente destinada ao público infanto-juvenil, sendo apresentada e narrada por William SHARKspeare.
Entrada livre

 

4 e 5 de Outubro, a partir dos 4 anos, às 11h00 |  Casa das Histórias Paula Rego

Nas entrelinhas dos Poemas
Que pode um poeta fazer quando não tem mais tinta no aparo, na máquina de escrever ou na caneta? Marca-se o ritmo com teclas da máquina e assim nascem poemas improvisados, verdadeiras obras de arte feitas com a tinta da imaginação.
Ateliê: Da máquina saem poemas que darão asas a uma declaração de amor colectiva! No quarto de Shakespeare. Uma acção dirigida a Crianças e Famílias, inspirada no conjunto de obras de Paula Rego intitulado "O Quarto de Shakespeare".

 

 

O Nosso Shakespeare

 

So shalt thou feed on Death, that feeds on men,
And, Death once dead, there's no more dying then.
                                                                  Soneto 146

 

Porquê comemorar o 450º aniversário do nascimento de William Shakespeare, um escritor inglês, perguntar-se-ão alguns, talvez virados para concepções de índole mais chouvinista e provinciana? Há, pelo menos, cinco razões que justificam plenamente que a Fundação D. Luís I o faça:


1º, porque estamos em Cascais, um lugar cosmopolita, aberto a receber as ideias e manifestações culturais e artísticas, e os homens, provenientes de todas as latitudes, onde vivem em harmonia grupos humanos que comunicam em idiomas tão distintos como o inglês, maioritário, o russo e o chinês;


2º a influência de Shakespeare na vida cultural portuguesa, traduzido para a nossa língua por personalidades tão diferentes como o Rei D. Luís I, o dirigente comunista Álvaro Cunhal, o grande poeta e romancista Carlos de Oliveira (para muitos o maior escritor português do Século XX), o grande tradutor e poeta Vasco Graça Moura e outros, e levado à cena por tantos encenadores de talento como António Pedro, Luzia Maria Martins, Carlos Avillez, Luís Miguel Cintra, Joaquim Benite, João Lourenço, Jorge Silva Melo e outros, é indiscutivelmente reconhecida por todos os estudiosos da literatura (ver Shakespeare Entre Nós, colectânea de ensaios organizada pelos professores Maria Helena Serôdio, João de Almeida Flor, Alexandra Assis Rosa, Rita Queiroz de Barros e Paulo Eduardo Carvalho);


3º estas comemorações permitem ainda à Fundação D. Luís I homenagear o seu patrono, o monarca culto que, ao tomar decisão de, em 1870, passar a gozar os prazeres do mês de Outubro em Cascais, alterou definitivamente a personalidade desta vila: a Escola Profissional de Teatro de Cascais representará a Cena V, do 1º Acto de Hamlet a partir da tradução de D. Luís;


4º, quase last but not least, o evento permite reunir, durante um fim-de-semana, alguns dos nossos mais qualificados académicos (António Feijó, Maria Helena Serôdio, Mário Avelar, Mário Vieira de Carvalho e Rui Carvalho, representando as Faculdades de Letras de Lisboa e do Porto, a Universidade Aberta e a Universidade Nova) e um prestigiado encenador (Carlos Avillez, do TEC), bem como três intérpretes de méritos indiscutíveis (Ana Padrão, Lara Beirão da Veiga e Valerie Bradley) que se encarregarão de ler a versão original e as respectivas traduções (Carlos de Oliveira, Vasco Graça Moura e Salvato Teles de Menezes) de sete sonetos shakespeareanos;


e 5º, certamente a razão mais importante, é a persistência da obra do bardo inglês, a admiração que tem concitado ao longo dos séculos, em suma a genialidade que a distingue. Já foram escritos milhares de livros que visavam provar que as peças e os poemas desse homem («burguês», como alguns lhe chamam para esclarecer as suas origens de classe) de Stratford seriam afinal da autoria das mais variadas e impensáveis pessoas, desde Francis Bacon à própria rainha Elizabeth passando por Christopher Marlowe, Walter Raleigh e a Condessa de Pembroke: aos responsáveis por estas tão ousadas quanto absurdas especulações (ou outras, segundo as quais terá sido tudo na vida: soldado, marinheiro, advogado, viajante, etc.) bastava serem capazes de assimilar a simples e lógica noção de que um jovem com tanto talento, tanta imaginação e tanta inteligência, um jovem que quando chegou a Londres já era parcialmente conhecedor do universo teatral e dos seus diferentes patronos (ver O Essencial sobre William Shakespeare, de Mário Avelar), que cirandava de taberna em taberna e convivia com as mais inesperadas personagens, podia interiorizar com relativas rapidez e proficiência todos os elementos indispensáveis à escrita das suas obras.


As espantosas diversidade e empatia exibidas nas peças em relação a todos os géneros de gente – sobretudo a mais simples – não são, portanto, compatíveis com a mirífica ideia de que tenham sido escritas por um grande do reino ou por estapafúrdicas associações de condes e condessas, nem sequer por filósofos, ou políticos, ou colegas de ofício cujas obras revelam características muito diferenciadas das dele.
Numa justa homenagem à sua produtividade, à vastidão e profundidade da sua arte, muitas vezes Shakespeare tem sido comparado à tudo quanto é pródigo, generoso, grandioso, mas esse (ou qualquer outro) tipo de comparações não nos deve levar a crer que muitos dos traços desse homem (que um dia abandonou Stratford sem nunca pôr de lado a ideia de lá voltar para gozar pacatamente – burguesmente – os últimos dias de vida) não podem ser identificados nessa prodigiosa multidão de personagens por si criadas, isto é, como J. B. Priestley assinalou, que «a sua cara esteja para sempre perdida entre essas máscaras vivas».


Seja qual for a perspectiva que se queira advogar, a verdade é que a obra, a obra genial, única, resiste à passagem do tempo: foi sem dúvida nesse sentido que Anthony Burgess apontou quando, manipulando superiormente a História, coloca Shakespeare e Cervantes, como os mais altos representantes das duas mais notáveis literaturas da época, em afável convívio no conto intitulado «A Meeting in Valladolid» ou o que Stefan Zweig quis dizer quando escreveu que «a verdadeira Inglaterra é Shakespeare e os shakespeareanos; tudo aquilo que o precede não passa de preparação e tudo aquilo que se lhe segue é mera imitação frustrada desse impulso original».


O Conselho Directivo da Fundação D. Luís I

 

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