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FABRICA DE LOIÇA DE SACAVÉM

755 LOICA SACAVEM planob

 

 

 

No final do século XIX, a realeza portuguesa passa o verão em Cascais, normalmente acompanhada pela nova aristocracia e burguesia. A ligação da família Real à Fábrica de Loiça de Sacavém iniciou-se nessa altura, no momento em que, num encontro lúdico na linha do Estoril em casa do Patrão Joaquim Lopes, John Stott Howorth, na época o dono desta Fábrica, conheceu o rei D. Luis I, iniciando uma relação que apenas terminou com o final da monarquia em Portugal. Este encontro histórico é descrito na biografia do Patrão Joaquim Lopes escrita pela sua bisneta Maria Beatriz Bastos. Posteriormente, em 1885, o Rei D. Luis I concede o título de Barão a John Stott Howorth. Nesse período, são inúmeros os serviços encomendados pela Família Real à Fábrica de Loiça de Sacavém, a qual se torna um fornecedor preferencial sendo-lhe concedido o título de Real Fábrica de Sacavém.


Em diversas ocasiões, a Fábrica de Loiça de Sacavém partilha momentos históricos que tiveram o patrocínio da família Real. O Rei D Fernando II, o seu filho D. Luis I e o seu neto, o Rei D. Carlos I, foram soberanos de elevada cultura com interesses em diversas áreas das artes nomeadamente a pintura em cerâmica. Outros membros da família Real como a Rainha D. Maria Pia, e posteriormente também a segunda esposa do Rei D. Fernando II, Condessa de Edla, possuem peças de cerâmica por si decoradas. A interação entre a família Real e a Fábrica de Loiça de Sacavém produziu algumas das mais belas peças de cerâmica como parte natural de um ambiente propício à criação artística.


Esta exposição, composta por peças de serviço e peças decorativas pertencentes ao acervo do Palácio Nacional da Pena, Palácio da Ajuda, Museu Nacional de Arte Antiga e a coleções particulares de membros da Associação dos Amigos, tem como objetivo representar a utilização da cerâmica como ocupação dos períodos de lazer da Família Real Portuguesa no final do século XIX. A maioria das peças na exposição são objetos de serviço, cuja dimensão permite a representação pictórica de pormenores consistentes com pensamentos, observações e mensagens, uma forma de registar pormenores marcantes do seu quotidiano, como a representação de animas domésticos e objetos pessoais. São predominantes os temas vegetalistas e de vida rural, assim como a vida selvagem próxima dos Palácios Reais. A cerâmica fez parte da vida artística variada da Família Real Portuguesa, em grande medida representando uma certa descontração e paz que se seguiu às convulsões politicas ocorridas em meados do século XIX.


Três reis decoraram peças de cerâmica da Fábrica de Loiça de Sacavém com maior ou menor capacidade artística. Rainhas, príncipes e membros da corte seguiram este interesse cerâmico, existindo uma enorme quantidade de peças assinadas por toda a envolvência real. Estas peças, que foram usadas para decoração, para oferecer a familiares e amigos, para lembrar emoções e, no geral, fazerem parte do dia-a-dia doméstico, revelam os momentos mais pitorescos da vida da Família Real expressos através da capacidade ceramista dos seus autores.

 

 

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