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Início Outros Percursos Em Memória de VICTOR BELÉM
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 31 outubro VITOR BELÉM monofolha 472x1000

 

 

 

EM MEMÓRIA DE VICTOR BELÉM


No início de 2015, a cultura portuguesa perdeu um dos mais importantes e irreverentes criadores das artes plásticas da segunda metade do século XX. Nasceu, em Cascais em 1938. E aqui veio a morrer no início de 2015. Tinha 76 anos. Victor Belém doou grande parte da sua obra à Câmara Municipal que, na pessoa do seu Presidente, Carlos Carreiras, lhe presta homenagem pública, no próximo dia 30 de Outubro, com a assinatura do Contrato de Doação, às 21h00, à qual se seguirá o testemunho de amigos e admiradores.

 

 

«PARA OS MEUS AMIGOS»

 

Quando eu era criança, as estórias que me contavam eram reais e verdadeiras. E quanto mais fantásticas e maravilhosas, mais naturais me pareciam. Era no tempo em que os animais falavam, as fadas e os génios viviam em toda a parte e tinham o poder mágico de tudo tornar possível, e, poder não menos importante, feliz. Não é que não houvesse bruxas e génios maus, mas parecia que existiam apenas para pôr à prova a lindíssima chuva de estrelas que a fada desenhava no ar com a sua inseparável varinha.

E o mundo todo, animado por tão extraordinários seres, transformava-se segundo os meus desejos, de maravilha em maravilha, eu próprio já mago, duende e génio.

Desnecessário será perguntar a uma criança se gosta de estar viva...

 Entretanto, muitos séculos se passaram. O tempo que os homens levaram a tomar consciência de que o caminho de cada um é pessoal e intransmissível, e, qual estória fantástica, não lhe conhecem o fim.

Suponho que seja a criança que teima misteriosamente em não nos abandonar que me faz continuar a amar a vida. E se a escutar bem (tarefa essa difícil) talvez também passe a amar a morte.

 Victor Belém

In Victor Belém 50 anos de arte, 1958-2008

 

 P R O G R A M A Ç Ã O


30 de Outubro - 21h00


 

ASSINATURA DO CONTRATO DE DOAÇÃO
PELO CMC E HERDEIRO DE VICTOR BELÉM

 

ORADORES - I GRUPO

Teresa Rita Lopes

Daniel Pires

José Manuel Anes

Lucília Meleiro

 


31 de Outubro - 16h30


 

ORADORES - II GRUPO

João D'Ávila

Rocha Sousa

Luisa Abreu Nunes

Paulo Cardoso

Mário Máximo

Alberto Pimenta

Isabel Laginhas

 

APONTAMENTO MUSICAL COM O MÚSICO MICHEL 

 

 

A escolha dos intervenientes advém da dupla vertente da obra de Victor Belém: a literária e a plástica.

O I Grupo inclui especialistas que estão ligados a personagens literárias que Victor Belém trabalha plasticamente a partir da década de 80, ano em que começa a explorar outras linguagens estéticas (foto-ficções) com o O Ciclo dos Poetas, primeiro com Mário de Sá-Carneiro, seguido de Fernando Pessoa, e, por fim, Camilo Pessanha.

Da abordagem da obra de Fernando Pessoa, trabalho que inicia com Teresa Rita Lopes, resulta a exposição que inaugura em 1981 em Madrid com o título "El Eterno Viajero". Posteriormente realizam o vídeo sobre o Poeta "Fernando Pessoa - O Teatro do Ser".

O artista aprofunda o Pessoa esotérico - que explora pictoricamente - e reúne ainda em livro todos os manuscritos conhecidos sobre a relação de Fernando Pessoa com o Mago Negro Aleister Crowley.
Essa investigação proporciona ao artista uma estreita colaboração com José Manuel Anes.

Sobre o poeta Camilo Pessanha desenvolve dois tipos de trabalho:
A Série Brumas, que representa as ilhas imaginárias, e as foto-ficções, em que recria o ambiente onírico a partir dos poemas da Clepsidra.
Daniel Pires colabora com Victor Belém nas numerosas exposições dedicadas ao poeta.

Com Lucília Meleiro, trabalha plasticamente alguns dos seus projectos literários.

O II Grupo inclui actores, performers, prefaciadores e críticos de arte que, ao longo de várias décadas, enriqueceram a obra de Victor Belém.

O actor João D'Ávila, amigo de sempre, declamou, representou, e foi um companheiro incondicional na caminhada plástica do artista.

Rocha de Sousa, amigo e admirador da sua obra, escreveu vários textos que enriqueceram os seus catálogos e ajudaram a interpretar o lado de crítica social presente em muitos dos seus trabalhos.

Isabel Laginhas, Alberto Pimenta e Luisa Abreu Nunes, todos eles colaboraram e abriram caminhos no mundo pessoal e plástico de Victor Belém.

Nos finais da década de 90, o artista cria a Associação Fernando Pessoa, com o propósito de revelar a obra menos conhecida do poeta. Mário Máximo e Paulo Cardoso são importantes colaboradores desse período, que termina em 2012.

Helena Garrett/Mário Belém
Outubro de 2015

 


 

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O apelo de criação artística que estimulava a juventude de Victor Belém, levou-o a frequentar o curso na Escola de Artes Decorativas António Arroio, já no edifício da Rua Almirante Barroso (junto do Liceu Camões) onde se diplomou. Foi depois bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e trabalhou sob orientação de Júlio Pomar de 1961 a 1963.
Realizou a sua 1ª exposição individual em Lisboa, na Galeria A. Molder, no ano de 1959. Em 1983 expôs pela 1ª vez em Cascais, na galeria TEC, apresentando depois na Junta de Turismo da Costa do Estoril, em 1984, a instalação Metamorfoses. Em 1999 apresentou na Fundação D. Luís I uma exposição de pintura e de foto-ficções centrada na figura do poeta Camilo Pessanha.
Nos anos a seguir ao 25 de Abril foi militante, enérgico e sonhador, na luta pela criação da Direcção-Geral de Acção Cultural, visando o cumprimento de um desígnio: criar um Serviço Público na Cultura e nas Artes, tendo entretanto estendido a sua forte versatilidade criativa a várias disciplinas artísticas, viajando da pintura até ao vídeo, à performance, à instalação, à gravura e, mais tarde, à fotografia ficcionada.
Apaixonado pela obra de Fernando Pessoa, tanto literária como esotérica e astrológica, criou diversas obras sobre o poeta, incluindo um vídeo realizado em parceria com Teresa Rita Lopes no âmbito da Lisboa 94/Capital Europeia da Cultura: FERNANDO PESSOA – O TEATRO DO SER.

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Com "O Mistério da Boca do Inferno", que escreveu em 1995 (com uma edição limitada da Casa Fernando Pessoa), Victor Belém foi também um dos primeiros a desvendar o estranho e misterioso encontro ocorrido em Setembro de 1930, em Lisboa, Estoril e Cascais, entre o poeta e astrólogo português Fernando Pessoa e o então mundialmente famoso Mago Negro britânico, e poeta, Aleister Crowley, que viajou de Southampton até Lisboa, acompanhado pela sua estonteante Dama Escarlate, especialmente para conhecer Fernando Pessoa. Uma estranha aventura que terminou com o alegado "suicídio" do Mago inglês na Boca do Inferno, forjado por Fernando Pessoa e pelo próprio Aleister Crowley.

Victor Belém doou grande parte da sua obra à Câmara Municipal de Cascais que, no próximo dia 30 de Outubro, lhe presta homenagem pública no Museu Condes de Castro Guimarães, com a assinatura do Protocolo de Doação, às 21h00, e o testemunho de vários amigos e admiradores.

 

 

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Lápide afixada na Boca do Inferno, no local onde Aleister Crowley e Fernando Pessoa
forjaram o «Suicídio» do Mago Negro Inglês

 

 

 B I O G R A F I A S 


 

ALBERTO PIMENTA
Alberto Pimenta nasceu em 1937 e ainda não morreu.

 

DANIEL PIRES
Daniel Brito Rebelo de Sousa Pires é licenciado em filologia germânica e doutorado em cultura portuguesa com uma tese intitulada "A Transgressão em Bocage". Foi professor do ensino secundário, cooperante em S. Tomé e Príncipe e em Moçambique e leitor de português nas universidades de Glasgow, Macau, Cantão e Goa. Co-fundador do Centro de Estudos Bocageanos, que dirige desde 1999. Membro da comissão científica e executiva das comemorações do bicentenário do falecimento de Bocage (2005) e das comemorações dos 250 anos do nascimento de Bocage (2015). Investigador do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias (CLEPUL). Obras de que é autor: Dicionário de Imprensa Periódica Portuguesa (3 volumes), Bocage: a Imagem e o Verbo; Bocage e o Livro na Época do Iluminismo; Correspondência de Camilo Pessanha; O Padre Malagrida, o Marquês de Pombal e o Terramoto de 1755 em Setúbal; A Serra da Arrábida na Poesia Portuguesa; Cartas de Wenceslau de Moraes; Fotobiografia de Wenceslau de Moraes; Fotobiografia de Camilo Pessanha. Editor literário da Obra Completa de Bocage (5 volumes). Redigiu biografias de Camilo Pessanha, Wenceslau de Moraes, Padre Gabriel Malagrida, Francisco Álvares de Nóbrega e Raul Proença. Colaborou nos seguintes obras: Dicionário de Fernando Pessoa, Dicionário de História de Portugal, Dicionário da República, Dicionário do 25 de Abril, Cambridge Guide to World Theatre, Dictionary of Literature of the Iberian Peninsula, Para a História das Ordens e Congregações Religiosas em Portugal, na Europa e no Mundo; Portugal-China: 500 Anos; Os Fundamentos da Amizade – Cinco Séculos de Relações Culturais e Artísticas Luso-Chinesas. Comissariou exposições sobre Camilo Pessanha, Wenceslau de Moraes, Bocage e sobre a República.

 

ISABEL LAGINHAS
Isabel Laginhas nasceu em Lisboa em 1942. Estudou Pintura na Escola de Artes Decorativas António Arroio e na Escola de Belas Artes de Lisboa. Cursou "Estudo da Cor" organizado pelo I.N.I., ilustrou vários livros infantis, contos, poesia e desenhou figurinos para o teatro. De 1969 a 1971 foi professora de desenho na Escola Francisco Arruda. Em 1977 foi professora de tapeçaria na Escola de Artes Decorativas António Arroio. Pertenceu, entre 1974 e 1977, à comissão etária dos espectáculos. Dedicou-se à tapeçaria moderna desde 1970 e foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian para a investigação da mesma disciplina em 1976, 1977, 1982 e 1991. Explorou outras áreas de interesse nomeadamente os trabalhos desenvolvidos em objectos de cabedal. Participou em inúmeras exposições individuais e coletivas nos períodos entre 1969 e 2006. Ao longo do seu percurso artístico recebeu vários prémios, e está representada em diversos museus nacionais e internacionais.

 

JOÃO D´ÁVILA, ACTOR
Actor de formação clássica, considerado pela crítica um actor moderno. Estudou no Conservatório Nacional, e com Ruth Asvin (Dança e expressão corporal); em Paris com Olga Preobanjenska e Roland Petit; em Londres, bolseiro da Gulbenkian frequentou a á Royal Dance School e London School of Dramatic Art. Trabalhou com Stephen Berkoff no London Group Theatre. Em Portugal, esteve na Companhia Amélia Rey Colaço-Robles Monteiro e muitos outras companhias. Palmira Bastos e Raul de Carvalho foram os seus padrinhos de teatro. Em Londres, viveu sete anos. Interpretou grandes autores Sófocles, Gil Vicente, Almada Negreiros, José Régio, Mário Cláudio, Melo e Castro, Cesariny, Lídia Jorge, Shakespeare, Gogol, Arthur Miller, Kafka, Harold Pinter, etc... Em 1960, dirigiu o Grupo Fernando Pessoa, com estreia em Lisboa e digressões em Portugal, Brasil, Angola e Moçambique. Em duas produções, nomeadamente "Relatório para uma Academia de Kafka (Teatro Nacional) e Mater (Teatro Cinearte), peças de sua autoria, João d'Ávila teve a colaboração plástica para o dispositivo de cena do Artista Victor Belém. Em 1988, dirigiu "Pessoa em Lisboa" comemorando os 100 anos do POETA com o apoio da C.M.L. e do Centro Nacional de Cultura. Interpretou vários espetáculos a solo:" João d'Ávila e a Poesia", "O Mundo de Portugal no Mundo", com os quais percorreu a Europa, Brasil, Venezuela, Canadá e U.S.A. Apresentou-se em New York no "Grolier Club", com o apoio da Embaixada de Portugal e da American Portuguese Society". Actuou no Brasil em várias Universidades e Teatros, assim como na Alemanha, Espanha, e Inglaterra no King´s College. Participou em vários Festivais de Teatro em Espanha, França, Inglaterra, Brasil e Suíça. João d'Ávila é também autor e encenador. Viajante, estudioso e aventureiro, viajou para a Índia de automóvel em 1969, onde voltou em 1985 como convidado diplomático pelo Embaixador Adytia Aksar, e, ali, permaneceu vários meses, actuou em Goa, e frequentou a Academia de Teatro Katakali. China, Rússia, Israel, Egipto, Suécia, Marrocos e Grécia foram lugares importantes das suas estadias. Viveu algum tempo em Paris e em Roma. Em todos os lugares, conviveu com grandes figuras do mundo das Artes. Considera-se um cidadão do Mundo nascido em Lisboa. Actor de Cinema e Televisão na série "Marquês de Pombal", de Moita Flores, um dos seus sucessos. Ultimamente, filmou "Crime" de Rui Filipe Torres, baseado numa peça de sua autoria "Crime em New-York", foi protagonista em "Operação Outono", filme de Bruno de Almeida sobre o assassinato de Humberto Delgado e, finalmente, a curta metragem The Last Nazy Hunter apresentado no festival de Cinema de Horror 2015.

 

JOSÉ MANUEL ANES
José Manuel Morais Anes (Lisboa 21/6 / 1944) é Licenciado em Química pela Faculdade de Ciências de Lisboa e foi durante 20 anos Criminalista do Laboratório de Polícia Científica da Polícia Judiciária. Foi durante 18 anos Assistente convidado da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa nos Departamentos de Antropologia e Ciência Política e Relações Internacionais, tendo-se doutorado nessa Faculdade e nessa Universidade em Antropologia Social e Cultural – Antropologia da Religião. É Professor Auxiliar das Universidades Lusíada de Lisboa e do Porto nas Licenciatura em Políticas de Segurança (cadeiras de Terrorismo, Organizações criminais e Informações estratégicas) e em Criminologia (cadeira de Criminalística e Metodologia de Investigação criminal). É Professor convidado do Mestrado em Direito e Segurança da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa (módulos de Terrorismo, Polícia científica e Seminário de Informações). É Director, desde o nº. 1, da revista Segurança e Defesa e foi Presidente do OSCOT – Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo. É co-autor de, entre outras obras, "Enciclopédia de Direito e Segurança" (Almedina, 2015), "Enfermagem forense" (Pactor/Lidel, 2013) e "As Teias do Terror" (Ésquilo, 2007), sendo autor de "O Jihadismo contemporâneo" (Diário de Bordo, no prelo). É membro da ESSWE – European Society for the Study of Western Esotericism e publicou entre outros os seguintes livros: "Uma Introdução ao Esoterismo Ocidental e suas Iniciações" (Arranha Céus, 1ª. Ed. 2014, 2ª. Ed. 2015), "Guia Simbólico da Quinta da Regaleira" (Eranos, 2015), "Alquimia – os grupos alquímicos contemporâneos e as Novas espiritualidades" (Ésquilo, 2009) "Aspectos esotéricos da cultura portuguesa" (Ésquilo, 2008), e "Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos (Ésquilo, 1ª. E 2ª. Edições 2004, 3ª. Edição, 2006), que será reeditada (numa edição revista e aumentada) na Eranos, ainda em 2015. É autor do Prefácio ao livro, traduzido por Fernando Pessoa, "A Voz de Silêncio" de H. P. Blavatsky (Assírio e Alvim, 1999, Nova Veja, 2015).

 

MARIA LUÍSA RIBEIRO DE ABREU NUNES
Natural de Lisboa, licenciou-se na Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa. Licenciatura em História com tese defendida em Arqueologia. Pós-graduação em Museologia. Especializações em: Arqueologia Clássica, Numismática Romana do séc. IV D.C., História das Religiões, Simbólica, Etnografia, Etno-História e Extensão Cultural (estágio realizado como bolseira no Instituto Riksutstallningar em Estocolmo). Arqueóloga. Conservadora de Museus. Trabalhos de investigação nas áreas acima citadas num total de 21 títulos publicados. Participação em 11 Campanhas de escavações arqueológicas. Colóquios, congressos, jornadas, mesas redondas, seminários (nacionais e internacionais), participou em cerca de 47, tendo muitas vezes integrado quer a comissão organizadora, quer a comissão científica, quer a comissão executiva, e tendo em muitos destes eventos apresentado comunicações. Em 1992 participou no "Colóquio sobre a Morte", promovido pelo Instituto de Psicologia e realizado na Biblioteca Nacional. Duas equiparações a bolseira para realizar viagens de estudo à Tunísia e ao Egipto no âmbito da Arqueologia. Bolseira na Suécia no âmbito da Museologia. Docência de cadeiras no Curso de pós-graduação em Museologia e no Curso de Museografia, tendo também orientado estágios e trabalhos finais. Docência da Cadeira de História da Arte Popular Portuguesa no Instituto Superior de Arte e Design (IADE) nos anos lectivos 1987-88 e 1988-89. Conferências, workshops, grupos de trabalho, acções de formação dirigidas a professores e monitores, organização e montagem de exposições. Integrou o grupo de trabalho que efectuou o Levantamento Arqueológico do País, para a Direcção-Geral do Planeamento Urbanístico do Ministério das Obras Públicas, e efectuou o Levantamento Museológico do País em colaboração com o Instituto Português do Património Cultural. Instituições culturais a que pertence: International Council of Museums (ICOM) - Comité International de Conservation e Comité International d'Ethnographie, Associação dos Arqueólogos Portugueses (AAP), Associação Portuguesa de Museologia (APOM), instituições profissionais onde em diversos mandatos integrou os Corpos Gerentes. Instituto de Sintra onde é membro de número.

 

MARIA LUCÍLIA F. MELEIRO
Natural de Lisboa, licenciada em Filologia Germânica pela Universidade Clássica de Lisboa, mestrados em Psicologia do Desenvolvimento e Literatura Inglesa. Romancista, poeta, ensaísta, tradutora, professora, tem várias obras publicadas. Romance histórico: "A Rosa de Alexandria", "Iraque", "O Pranto de Ishtar", "As Máscaras da Paixão", "A Última Mensagem"; Ensaio: "A Mitologia dos Povos Germânicos"; Poesia: "A Flor do Caos"; Traduções: "Die Kinder des Graals" de Peter Berling, "Rameau's Niece" e muitas outras. Colaborou durante catorze anos nas publicações da Editorial Presença como escritora, tradutora e conselheira editorial. Realizou várias exposições de pintura, tanto individuais como colectivas, durante a década de 80/90. Participou num projecto conjunto com Victor Belém sobre literatura celta antiga, com ilustrações do pintor, sendo de autoria da escritora a tradução e estabelecimento do texto de contos tradicionais do País de Gales.

 

MÁRIO MÁXIMO
Mário Máximo nasceu em Lisboa em 1956 e tem dezanove livros publicados. Boa parte são livros de poesia mas também o teatro, o conto, a crónica e o romance são géneros praticados. ORAÇÃO PAGÃ, AS VIAGENS ESSENCIAIS e MERCADOR DE UTOPIAS são alguns dos títulos poéticos. O último livro a conhecer a edição chama-se O INFAUSTO QUARTETO e é um romance. Em muitos palcos, por todo o país, tem Mário Máximo recitado a sua poesia e a poesia de muitos outros autores. Assume-se como defensor dos ideais da Lusofonia e é o principal responsável da BIENAL DE CULTURAS LUSÓFONAS, em Odivelas que, em 2015, apresentou a sua quinta edição. Nesse contexto organiza e comissaria, também, o ENCONTRO DE ESCRITORES LUSÓFONOS e o FÓRUM LUSOFONIA (um fórum de debate dos temas mais candentes do mundo da língua portuguesa). Foi, ainda, vice-presidente e vereador da Câmara Municipal de Odivelas tendo assumido as pastas da cultura, da regeneração urbana e das atividades económicas, entre outras. Até porque, para além de escritor, é licenciado em economia e, neste momento, mestrando em Ciência Política e Relações Internacionais. Foi no Botequim de Natália Correia (situado no Largo da Graça, em Lisboa) que, nos finais dos anos oitenta, Mário Máximo conheceu Victor Belém. Estabeleceu-se grande empatia entre ambos e iniciou-se um processo em que houve diversas colaborações de cariz cultural nas mais diferentes situações, inclusivamente na área da própria gestão cultural e artística. Nesta última vertente sublinhe-se o trabalho desenvolvido na Fundação Natália Correia (após a morte da escritora); bem como o trabalho desenvolvido na Associação Fernando Pessoa, onde Victor Belém e Mário Máximo foram, em conjunto com Luís Miguel Rosa Dias (sobrinho de Fernando Pessoa), os associados que assinaram a escritura de criação da Fundação. Victor Belém foi o primeiro Presidente da Associação, tendo Mário Máximo vindo a ser o terceiro. Victor Belém participou, a convite de Mário Máximo, em boa parte das Bienais de Culturas Lusófonas em Odivelas, onde esteve presente com as suas obras, nomeadamente quadros, esculturas e instalações. A amizade estabelecida entre Mário Máximo e Victor Belém manteve-se, ininterruptamente, até ao recente desaparecimento deste último.

 

MICHEL
(Michel de Roubaix)
Divulga e ensina o sapateado americano em Portugal desde 1980. Formação multidisciplinar: teatro, música e dança Anos 60-70: Estudou sapateado em Paris em: Escola de Claquettes de J.P. Cassel, Studios du Marais, Swing Tap e Paris Dance Center. Integra a companhia "Paris Claquettes Show Anos 80: Na 1ª e 2ª estadia em Nova York destaca: Steps: J. Bassin, G. Salsberg, Bob Audy, Roxane Butterfly Henry Le Tang Studio: Henry Le Tang, Jimmy Slide Woodpeckers Studios: B. Buffalino, B Duffy, Gregory Hines, Brodway Dance Center: Dany Daniel, Svion Glover, Lane Alexandre. Criador e organizador do 1º Festival de Sapateado – Tap Dance Day. É-lhe reconhecida a capacidade de ensinar a Arte do Sapateado oficialmente pelo Broadway Dance Center. Dá aulas em Portugal por todo o país. Começa a leccionar na Escola de Dança do Conservatório Nacional de Lisboa, onde é professor até à actualidade. 2000/2009 - Participação em: Festival de St. Louis (USA) – Hoofers, Diane Walker e Lane Alexander, Festival de Chicago – a convite de Chicago Human Project, Mestre de sapateado e coreógrafo a convite de Filipe La Féria nas peças "Maldita Cocaína", "My Fair Lady" e "A canção de Lisboa". Colabora com os 4 canais da televisão portuguesa. Integra a Companhia TEATRO KA (Festivais de CHALON (França, STOCKTONE, Inglaterra) e BERLIM (Alemanha), desde 2010. Criação da Orquestra "Cadernos de Viagens" com músicas e imagens da sua autoria. Integra a Companhia Maior (iniciativa do CCB). É músico e tap dancer residente do Hotel Tivoli em Lisboa. Projecto 2013: 1º Festival Internacional de Tap Dance no Teatro Camões a 12 de junho 2013

 

PAULO CARDOSO
Astrólogo, pintor e ensaísta, Paulo Cardoso publicou até agora mais de 40 livros e apresentou cerca de 30 exposições individuais além de outras 40 colectivas. Oriundo de uma família de músicos e artistas plásticos, Paulo Cardoso nasceu e vive em Lisboa. Depois de terminar o curso de Química, frequentou simultaneamente o Conservatório Nacional e a Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa. Em 1977 desenvolve o seu interesse pela Astrologia e a partir de 1978 colaborou em vários espectáculos de Música, Teatro e Cinema, como cenógrafo e pintor: Satie I, Satie II, Eric Satie - Picasso, Stravinsky, O Bobo da Corte e Boa Nova. Como artista plástico apresentou cerca de 30 Exposições Individuais e 40 Exposições Colectivas. Na área da Astrologia realizou até ao momento cerca de 19.500 estudos astrológicos, sendo considerado actualmente o mais prestigiado astrólogo português. Desde 1978 que Paulo Cardoso tem publicado trabalhos seus em jornais e revistas em Portugal, Brasil, Espanha, França e Bélgica, e colaborado com depoimentos e entrevistas destinados à realização de documentários para as televisões portuguesas (RTP/1, Canal 2, SIC, SIC Mulher e TVI), brasileiras (TV Globo, GNT, TV Cultura, TV Bandeirantes e TV Gazeta), inglesa (BBC) e alemã. Realizou várias dezenas de palestras, tanto em Portugal como no estrangeiro. Tem actualmente um programa semanal no canal de televisão Sic Caras: "Mapa das Estrelas". Com o apoio do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, da Secretaria de Estado da Cultura, da Fundação Calouste Gulbenkian e do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, levou a cabo uma investigação e posterior divulgação da obra astrológica do poeta Fernando Pessoa. Colabora regularmente em dez meios de comunicação social (imprensa e internet) que, no seu conjunto, contam com uma audiência de mais de 4,5 milhões de leitores.

 

ROCHA DE SOUSA
Professor Universitário (aposentado) pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, onde foi docente. Participou nos órgãos directivos e científicos dessa Instituição. Foi também Professor Convidado da Universidade Aberta, onde investigou e leccionou tecnologia do vídeo. Membro correspondente da Academia Nacional de Belas Artes, membro da A.I.C.A e com larga participação na S.N.B.A. Larga actividade artística: expôs no país e no estrangeiro, em termos colectivos e individuais, num total de centenas de exposições (20 individuais). As suas propostas temáticas e conceptuais começam sobretudo na galeria de Almada (antologia): Personagens Ilustradas. Mais tarde, na galeria Judita da Cruz. Participou em diversos campos de criação e espaços de cultura: ensaio, crítica de arte (Diário de Lisboa, Colóquio, Seara Nova, Sinal, Artes Plásticas), conferências, além de pesquisa e ensaio em cinema e vídeo. Integrou uma representação portuguesa à Bienal de Veneza (depois do 25 de Abril de 74). Colaborou em várias séries sobre arte para a RTP, como a Arte Portuguesa, As Coisas e as Imagens, A mão, o Homem em desenvolvimento. Ao longo do seu percurso, publicou livros de carácter pedagógico, didáctico e técnico (Didáctica Educação Visual, Ver e Tornar Visível, Desenho: tpu19, entre outros, sobre autores como Teixeira Lopes, Chorão, Eduardo Nery e Luís Dourdil. No plano literário tem publicado vários livros: Amnésia (teatro), Angola 61 – uma crónica de guerra - A Casa, Os Passos Encobertos, A Casa Revisitada, A Culpa de Deus, Belas Artes e Segredos Conventuais, Coincidências Voluntárias, Talvez Imagens e Gente de Um Inquieto Acontecer, Lírica do Desassossego, Narrativas da Suprema Ausência. 2014: Os Fantasmas de Lisboa.

 

TERESA RITA LOPES
Profissão e vocação: professora; escritora por vocação; investigadora por curiosidade e necessidade (fazer o que não está feito). Presidente do IEMO, projecto da sua vida desde os anos 80. Teresa Rita Lopes, Presidente do Instituto de Estudos sobre o Modernismo (chefe de orquestra desta intervenção...), poetisa, contista e dramaturga que tem dedicado o melhor do seu tempo e do seu entusiasmo a dar a conhecer e a entender a obra de Pessoa (desde 1965 em que, exilada em Paris, começou a fazer, na Sorbonne, uma tese sobre esse autor, à data mal conhecido em França). De há uns tempos para cá, começou também a esvaziar as suas arcas e a publicar os seus poemas (nove livros), as suas peças (reunidas em dois volumes de Teatro Reunido) e contos (revistas e Estórias do Sul), embora a investigação da obra pessoana e a orientação do Instituto e dos seus investigadores a açambarque. Professora, investigadora e escritora por vocação – e tudo vem a dar ao mesmo amor por pensar e palavrar, oralmente ou por escrito. Tem cuidado dos seus alunos e do afilhado Pessoa, mas mal dos próprios livros: mal os põe no mundo, desinteressa-se até das suas reedições. Mas os amigos estão a obrigá-la a pôr em livro os papéis soltos nas suas múltiplas arcas.

 


 

 

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